Sanepar retira 35 mil bitucas e alerta para lixo no Carnaval
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13/02/2026
O volume equivale a 17,4 quilos e representa apenas 1,3% das 257 toneladas de entulho recolhidas à beira-mar em 55 dias pelas equipes da Sanepar, mas aponta um risco para o meio ambiente e para as pessoas

O conteúdo de dois carrinhos de mão cheios não foi suficiente para comportar os milhares de bitucas recolhidas em apenas seis dias nas areias das praias do Paraná. Ao todo, foram 17,4 quilos de pontas de cigarro coletadas, uma por uma, por trabalhadores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).
O volume equivale a pelo menos 35 mil pontas de cigarro descartadas indevidamente na beira-mar (estimando-se um peso máximo de 0,5 grama por unidade). A quantia representa apenas 1,3% das 257 toneladas de entulho já recolhidos pelas equipes nesta temporada, mas é um produto com alto potencial de toxicidade à água do mar e risco de engasgamento de animais.
“Foi uma brincadeira que propusemos, a de saber qual equipe somaria mais bitucas, com um objetivo maior: o de passar a mensagem para o veranista de que praia não é cinzeiro e que o local desses restos de cigarro não é na areia”, explica o gestor de educação socioambiental da Sanepar, Guilherme Zavataro.
CONSCIENTIZAÇÃO DOS FOLIÕES – A pesagem das bitucas recolhidas desde o último sábado (7) foi feita na manhã desta sexta-feira (13), nas areias da Praia Brava de Caiobá (Matinhos).
A data foi escolhida a dedo: véspera do início do Carnaval, período em que milhares de foliões descem a Serra do Mar para festejar no litoral do Paraná e em que a quantia de lixo “esquecido” nas praias aumenta, especialmente as garrafas vazias e restos de cigarro.
RISCO AMBIENTAL – A escolha do produto a ser separado para a gincana entre os trabalhadores também foi intencional: uma bituca de cigarro não pesa mais que 0,5 grama, mas pode contaminar quase 70 litros de água do mar.
Os 17,4 quilos recolhidos foram entregues à Associação de Coletores de Pontal do Paraná (Ancoresp), que realiza a separação e a comercialização de materiais recicláveis e vai encaminhar o material a uma empresa recicladora.
Muitos dos trabalhadores que participaram do evento da pesagem se surpreenderam com a quantidade encontrada em menos de uma semana.
“Na minha cabeça, pelo pouco tempo em que separamos as pontas de cigarro, não achei que íamos juntar tanto”, disse Adriana Aparecida de Oliveira, de 58 anos, que faz a limpeza da praia em Caiobá.
COMO FAZER SUA PARTE – Em seu primeiro ano de trabalho na limpeza das praias, Adriana contou que recolher e separar os filtros de cigarro descartados não foi tarefa fácil. Cada um deles exigiu bastante esforço físico repetitivo.
“Ajudaria bastante se cada um já trouxesse sua sacolinha de lixo ou uma latinha para levar para casa e destinar corretamente. Nossas praias são tão bonitas, vamos todos contribuir para mantê-las limpas por mais tempo”, disse a trabalhadora, que contou já ter visto uma tartaruga morta na praia, engasgada por lixo deixado na areia.
Foto: André Thiago/Sanepar








