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Prefeitura faz ação integrada para segurança, zeladoria urbana e acolhimento social

  • admjornale
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

28/01/2026


A Prefeitura de Curitiba realizou, na noite desta terça-feira (27/1), ação integrada nos bairros Centro e Jardim Botânico, na Regional Matriz. A iniciativa teve como foco a segurança pública, a zeladoria urbana e a oferta de serviços municipais para pessoas em situação de rua ou que usam os espaços públicos como moradia improvisada.


As equipes atuaram em pontos considerados críticos, como as ruas Brasílio Itiberê e Comendador Franco, o viaduto em frente à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), na esquina da Rua Comendador Franco com a Rua Alberto Twardowski, e a Rua General Carneiro, nas proximidades do Mercado Municipal.


A ação, desenvolvida todas as semanas, é coordenada pela Administração Regional Matriz e contou com a participação da Guarda Municipal, da Fundação de Ação Social (FAS), da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, por meio da equipe de Limpeza Pública, além do apoio da Polícia Militar.

A administradora regional da Matriz, Ariane Silva de Assis, destacou que o objetivo é manter a cidade organizada e segura, além de ofertar atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. “As ações integradas buscam evitar o acúmulo de objetos nas calçadas e impedir a ocupação irregular dos espaços públicos, mas também mostrar que existe uma rede de apoio disponível para quem deseja sair das ruas”, afirmou Ariane.


Oferta de serviços


Durante a operação, a Polícia Militar realizou o primeiro contato, com verificação de documentos, checagem de possíveis mandados judiciais e identificação de materiais ilícitos, como drogas ou armas. Um pedaço de serra foi encontrado com um homem. A Guarda Municipal trabalhou com duas equipes, para garantir a segurança dos servidores e dos locais atendidos.

Após a etapa de segurança pública, as equipes da FAS realizaram abordagens sociais para oferta de serviços e acolhimento. Ao todo, 48 pessoas foram abordadas, sendo 39 homens, sete mulheres e duas mulheres trans. Destas, 18 aceitaram atendimento e 30 não quiseram seguir com as equipes para unidades onde podem tomar banho, se alimentar e dormir protegidas.

Dois homens que disseram estar na rua por falta de trabalho foram orientados a procurar o Sine da Regional Matriz, na Praça Rui Barbosa, nesta quarta-feira (28/1), para encaminhamento para vaga de emprego.

Ao final de cada ponto visitado, a equipe de Limpeza Pública fez a retirada de materiais descartados irregularmente, como papelão, colchões, cadeiras e outros objetos deixados nos espaços públicos. Ao todo, 1 tonelada foi removida.


Assistência social


Servidor da Central de Encaminhamento Social (CES), Marco Aurélio de Luca, coordenou a equipe de assistência social durante a ação e disse que o diálogo é o principal instrumento de trabalho da FAS. “Conversamos com as pessoas que estão nos locais da ação para oferecer acolhimento e entender suas necessidades, como documentação civil, acesso a serviços e questões de saúde”, explicou.


Entre os atendimentos, 15 pessoas foram acolhidas. Um homem de 59 anos, embriagado, foi encaminhado à UPA Boa Vista para estabilização e, depois da  alta, seria levado para acolhimento.


Roteiro da ação


A ação teve início às 20h30 e seguiu até a meia-noite. O ponto de concentração das equipes, formadas por dez veículos da Polícia Militar, Guarda Municipal, Resgate Social da FAS, Administração Regional e um caminhão da Limpeza Pública, foi a Praça Rui Barbosa.


Um dos pontos mais críticos foi a Rua Comendador Franco, ao lado do muro da empresa Reunidas, onde 12 pessoas estavam com sacos de materiais recicláveis, lixo acumulado e fogueiras acesas usadas para derreter fios elétricos e extrair o cobre.


Depois da abordagem da Polícia Militar, as pessoas foram orientadas de que a calçada não é local apropriado para separação de materiais recicláveis. Nesse ponto, uma mulher, sob efeito de substâncias psicoativas, aceitou acolhimento da FAS. “Eu não quero ficar na rua, nem que minha mãe saiba da minha situação”, disse G.F.D., emocionada, no momento da abordagem.


Situações críticas


Outra situação complexa foi registrada na Rua Comendador Franco, esquina com a Professor Luiz Carlos Pereira da Silva, onde três pessoas haviam montado uma estrutura improvisada com madeira, tapumes e plástico, usada como abrigo. Um balde era usado como vaso sanitário, e uma placa fixada em um poste alertava que a entrada era permitida apenas para pessoas convidadas.


Neste ponto, um homem e uma mulher deixaram o local após a abordagem, enquanto outro permaneceu para organizar os pertences. A estrutura foi desmontada, e os materiais que não foram levados foram recolhidos pela Limpeza Pública.

Na Rua Comendador Franco, próximo ao viaduto do Capanema, dois homens que tinham chegado há uma semana de outro Estado pediram acolhimento e foram encaminhados para a Casa de Passagem Padre Pio.

Na mesma região, um grupo formado por 13 homens e mulheres, que ocupava três barracas próximas à calçada, não aceitou o acolhimento ofertado e deixou o local após a ação.

Nesta semana, as equipes voltam às ruas para mais duas ações integradas na região.

 

 

 

Foto: Sandra Lima


 
 
 

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