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Diplomacia e status sanitário estimulam as exportações de suínos do Paraná

  • admjornale
  • há 6 minutos
  • 3 min de leitura

05/02/2026


Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traça um panorama dos desafios e oportunidades do agronegócio paranaense no mercado externo nesta semana. O documento evidencia que o desempenho do Estado, neste início de 2026, está intrinsecamente ligado à diplomacia comercial internacional e ao status sanitário, fatores que hoje definem o acesso a mercados de alta remuneração e a sustentabilidade de cadeias produtivas importantes.


Um exemplo disso é o setor de suínos, que vive um momento de transição estratégica, focando em mercados “premium” internacionais que pagam valores acima da média global. O Paraná começa a colher os frutos do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. O status permitiu um o avanço recente sobre o mercado peruano e o Estado agora trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e Canadá.


A estratégia é importante porque esses mercados remuneraram acima da média de venda do produto no período – estabelecida em US$ 2,55/kg. Quem lidera o ranking de melhor remuneração para a carne suína brasileira é o Japão, pagando cerca de US$ 3,42/kg.


Contudo, o sucesso nas vendas externas não é uniforme e depende diretamente da diplomacia comercial. Dos dez países que melhor remuneraram o produto, observa-se que o Paraná ainda não exporta volumes expressivos para o Japão, Estados Unidos e Canadá, que ocuparam, respectivamente, a 4ª, 18ª e 17ª posições entre os principais destinos da carne suína “in natura” brasileira.


Em 2025 a carne suína foi o oitavo item mais vendido pelos produtores do Paraná para o Exterior. Foram US$ 573 milhões, crescimento de 41% em relação a 2024.


CEREAIS – Conforme o boletim do Deral, o mercado de trigo inicia o ano sob forte pressão, enfrentando margens estreitas e a concorrência direta com a segunda safra de milho. O principal fator é o recuo de 14% nos preços do trigo em relação aos praticados no início de 2025. Em janeiro, a média da saca foi de R$ 62,19, valor que atualmente equivaleria a um custo de aproximadamente 56 sacas por hectare.


Além disso, o cereal de inverno perde espaço em regiões onde o milho safrinha oferece maior rentabilidade. O plantio do milho já cobre 12% dos 2,84 milhões de hectares estimados para a cultura este ano, se confirmada, esta área estabelecerá um novo recorde para a cultura. O trigo também sofre com o excesso de oferta global e as importações históricas realizadas pelos moinhos locais em 2025, o que limita as chances de recuperação de preços no curto prazo.


BOVINOS – No setor de bovinos, a análise destaca um encurtamento histórico na margem de preços entre machos e fêmeas. A diferença média entre bois e novilhas destinadas ao abate no início de 2026 está menor do que em anos anteriores, impulsionada por reajustes mais expressivos nos preços das fêmeas.


Considerando os dados parciais de janeiro, a valorização dos machos em relação às novilhas foi de R$ 12,6 por arroba. Já na comparação entre machos e vacas, o diferencial atingiu R$ 20,62 por arroba, mantendo vantagem para os animais machos em ambas as categorias.


MEL – Segundo Agrostat Brasil, de janeiro a dezembro de 2025 as empresas nacionais exportaram 34.468 toneladas de mel “in natura”. O faturamento foi de US$ 116,472 milhões, 15,8% maior que em igual período de 2024 (US$ 100,560 milhões). Já o preço médio nacional do mel atingiu o valor de US$ 3.379,13/tonelada (US$ 3,38/Kg), 27,5% maior que o valor médio de igual período de 2024 (US$ 2.651,12/tonelada (US$ 2,65/Kg).


O Paraná fechou o ano na terceira posição no ranking da exportação de mel natural (receita cambial: US$ 20,069 milhões; volume: 5.983 toneladas; preço médio: US$ 3.354,38/tonelada). No ano anterior, em igual período, foram exportadas 3.969 toneladas, faturando-se US$ 10,395 milhões, a um preço médio de US$ 2.619,05/tonelada.


O principal destino para o mel brasileiro, no acumulado do ano 2025, continuou sendo os Estados Unidos: volume de 29.026 toneladas. O setor já enfrenta efeitos do tarifaço. Os outros principais países importadores do mel brasileiro foram Canadá (US$ 8,926 milhões e 2.631 toneladas), Alemanha (US$ 4,720 milhões e 1.352 toneladas), Reino Unido (US$ 2,802 milhões e 850 toneladas), Israel (US$ 275.249 e 100 toneladas), Austrália (US$ 217.112 e 81 toneladas) e Bélgica (US$201.848 e 60 toneladas).

 

 

 

Foto: Ari Dias/AEN

 


 
 
 

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