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Litoral: Sanepar usa sensores inteligentes para monitorar redes de água e esgoto

  • admjornale
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

05/02/2026


Os sistemas de água e de esgoto do Litoral do Paraná são vigiados 24 horas por dia pelas equipes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O acompanhamento é feito por meio da telemetria, uma tecnologia de monitoramento remoto que coleta dados em tempo real e opera de forma integrada com o Centro de Controle Operacional (CCO) da Sanepar.


Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná contam com 100 pontos de telemetria nas redes de distribuição de água. As cidades de Matinhos e Pontal do Paraná também possuem 30 pontos nas redes coletoras de esgoto. Mais do que uma melhoria operacional, essa é uma ferramenta que contribui diretamente para aprimorar o atendimento ao cliente.


O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirma que o investimento é fundamental para aprimorar os serviços prestados ao detectar, com mais agilidade, qualquer alteração na pressão da água ou na vazão do esgoto. “Assim, nossos técnicos podem avaliar a situação, identificar o problema e agir o mais rápido possível para resolvê-lo. É a tecnologia a serviço da população”, destaca.


PREVENÇÃO DO DESABASTECIMENTO – Na rede de distribuição de água, a telemetria é eficiente para identificar variações na pressão. Os sensores são distribuídos principalmente nos pontos críticos — ou seja, os mais distantes da elevatória, unidade operacional que bombeia a água de um ponto mais baixo para um mais alto.


O coordenador industrial da Gerência Regional Litoral da Sanepar, Joilson dos Passos, explica que o monitoramento é fundamental para a operação do sistema e auxilia na calibração para evitar a baixa pressão. O sensor transmissor de pressão também é importante para evitar o desabastecimento, uma vez que os dados coletados são utilizados para identificar vazamentos.


“Também utilizamos essa ferramenta para identificar perdas e ocorrências de falta de água. Ao detectar baixa pressão no sistema, a equipe avalia se existe algum problema na unidade de bombeamento. Se não estiver tudo 100%, um técnico vai ao local para fazer uma varredura e verificar se há algum tipo de interrupção ou necessidade de manutenção, visando solucionar o problema o quanto antes”, esclarece.


EXTRAVASAMENTO DE ESGOTO – No sistema de esgoto, a telemetria auxilia a identificar variações inesperadas que podem indicar entupimento na tubulação. A obstrução pode causar refluxos e extravasamentos nas ruas e imóveis.


O sensor é acoplado na tampa do poço de visita (PV) — popularmente conhecido como bueiro, o poço que permite o acesso técnico à rede coletora de esgoto. Ele mede a distância do fundo do PV até a tampa. Por meio dos dados transmitidos, o operador pode acompanhar o comportamento do esgoto, como os ciclos de enchimento ou esvaziamento, conforme ocorre o bombeamento.


“Ele transmite em tempo real a distância, a capacidade e o nível do poço de visita. Além do CCO, todos os operadores e técnicos têm acesso a esse monitoramento em tablets. Isso proporciona agilidade para que a equipe de manutenção trabalhe de forma preventiva, em vez de corretiva”, ressalta Joilson.


Com a telemetria, é possível identificar se há algum problema na elevatória, na rede de esgoto, no poço de visita ou se é uma situação pontual na residência do cliente. “Se houver uma falha de comunicação na elevatória, conseguimos identificar se é necessária a intervenção de um técnico no local. Essa tecnologia gera muitos benefícios para a operação e também para o cliente”, conclui.

 

 

 

Foto: André Thiago/Sanepar


 
 
 

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