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Vendas do comércio do Paraná atingem patamar mais alto em 26 anos

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

16/04/2026


A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) que apontou o Paraná na liderança do crescimento do setor em fevereiro de 2026 também traz outro dado relevante sobre a atividade: o Estado alcançou o maior patamar de circulação de vendas da história da série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em janeiro de 2000.


O índice de volume de vendas no comércio varejista, principal métrica da PMC, saltou de 53,08481 no primeiro mês do início do século para 111,10557 em fevereiro de 2026.


Essa também é a segunda vez que o Paraná alcança métrica superior a 110.


O recorde anterior tinha sido alcançado em julho de 2021 (110,11676), com a retomada das atividades e da normalidade com o avanço da vacinação contra a Covid-19, iniciada em janeiro daquele ano.


O resultado de fevereiro também é o 36º consecutivo com índice acima de 100 - em março de 2023, era de 101,14926.


A primeira vez que o Estado atingiu esse patamar foi em julho de 2013, com 100,02105. 


A pesquisa analisa o comportamento do comércio varejista do País com indicadores da receita e volume de vendas de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas.


"Esse índice é um termômetro econômico analisado pelo IBGE e outras instituições na composição das suas projeções.


Ele reflete diretamente o nível de consumo das famílias e também tem um impacto na construção do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que o comércio varejista é uma das principais vertentes analisadas pelos economistas para mensurar expansão das atividades", afirma Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).


Ele também explica que esse índice foi alcançado a partir de uma conjunção de expansão na abertura de empresas, confiança dos consumidores, inflação abaixo da média nacional e queda no endividamento das famílias, que atingiu o menor patamar em dez anos, de acordo com a última Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR.


"Outro aliado nessa conjuntura pode estar associado com a redução de impostos, principalmente do IPVA. Em 2026 as famílias paranaenses ficaram com mais dinheiro na mão para realizar suas compras. Reflexo disso foi o aumento nas vendas da Páscoa.


Foi um começo de ano diferente na economia", complementa Callado.


Para o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Paulo Mourão, o resultado reforça a consistência do desempenho econômico estadual.


“O Paraná vem se destacando de forma contínua no cenário nacional, e esse resultado já era esperado dentro desse contexto. O fato de liderar o crescimento do comércio mostra a força da atividade econômica e a competitividade do Estado”, afirma.


O presidente da ACP também atribui o desempenho à articulação entre o poder público e o setor produtivo, e projeta continuidade do cenário positivo para o restante de 2026.


“A parceria entre o Governo do Estado e as entidades produtivas tem favorecido a geração desses resultados. A manutenção desse diálogo aberto e alinhado tende a sustentar esse ambiente positivo ao longo do ano”, acrescenta Mourão.


CRESCIMENTO MAIS RECENTE – De acordo com a PMC de fevereiro, o Paraná foi líder nacional no crescimento do volume de vendas do comércio varejista. O Estado registrou alta de 2,9% em relação a janeiro, desempenho quase cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6%.


O Paraná está à frente da Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%), que completam o ranking. O resultado também coloca o Estado com ampla vantagem na região Sul, superando o Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). Apenas 17 das 27 Unidades da Federação tiveram resultado positivo.


No acumulado do ano, o setor varejista paranaense mantém ritmo positivo, com crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%), e no acumulado dos últimos doze meses o resultado chega a 2,8%, à frente da média nacional de 1,4%.


Esse resultado é do quadro que não engloba os setores de veículos e construção civil.


Foto: Roberto Dziura Jr/AEN


 
 
 

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