UniSenai PR conquista 3º lugar nacional com projeto de monitoramento de CO₂
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16/04/2026

A conquista do 3º lugar nacional no Integra Senai 2025 colocou o UniSenai PR em evidência ao apresentar uma solução inovadora para um dos principais desafios ambientais da indústria: o monitoramento das emissões de CO₂ em tempo real no setor cimenteiro. Desenvolvido por alunos de Engenharia Elétrica e Automação Industrial do campus Londrina, o projeto alia simplicidade, viabilidade e alto potencial de aplicação prática.
De um desafio real à construção de uma solução inovadora
“A ideia do projeto surgiu a partir de uma pesquisa no site da Saga Inovação, onde identificamos um desafio apresentado por empresas do setor cimenteiro. Esse desafio estava relacionado à necessidade de mensurar e controlar a emissão de CO₂ em tempo real, algo que, normalmente, ainda é feito de forma estimada e com certa complexidade operacional”, explica o professor de iniciação científica Wesley Candido da Silva.
A partir desse contexto, os estudantes desenvolveram uma proposta baseada na utilização do peso da matéria-prima como variável de entrada. Com o apoio de operações matemáticas, é possível estimar as emissões de CO₂ em tempo real, aproveitando dados já disponíveis na própria planta industrial.
“O grande diferencial do projeto está na proposta de automação pouco invasiva. A solução aproveita a instrumentação e os dados que a própria planta industrial já disponibiliza e, a partir disso, aplica operações matemáticas para estimar a emissão de CO₂ em tempo real”, destaca o professor.
MVP validado e próximos passos rumo ao ambiente industrial
Atualmente, o projeto está estruturado como um MVP (Produto Mínimo Viável), com a validação matemática já concluída. O próximo desafio é avançar para testes em ambiente industrial real, etapa considerada essencial para consolidar a solução.
Entre os principais desafios enfrentados pela equipe estão a precisão na coleta de dados e a integração entre diferentes sistemas industriais. Ainda assim, o protótipo já demonstra consistência tanto no funcionamento quanto na proposta de automação.
Formação na prática: impacto direto na vida acadêmica
Mais do que o resultado na competição, o projeto gerou impacto direto na formação dos alunos envolvidos. Para o estudante Guilherme Paulino, a experiência foi determinante para o desenvolvimento técnico e comportamental. Segundo ele, a equipe conseguiu desenvolver um protótipo funcional capaz de simular o monitoramento contínuo das emissões, gerando informações estratégicas tanto para a tomada de decisão quanto para iniciativas relacionadas ao mercado de créditos de carbono.
Ele também destaca o aprendizado prático com tecnologias industriais. “Do ponto de vista técnico, tive meu primeiro contato prático com programação de CLP, integração com sensores, inversores e sistemas de supervisão”, completa.
Já a aluna Isis Alves N. Bordinassi reforça o caráter aplicado do projeto e os desafios enfrentados ao longo do desenvolvimento. Segundo ela, a construção do protótipo exigiu uma série de testes, ajustes e aprendizados, especialmente na integração entre hardware e software. “Não funcionou tudo de primeira, então foi um processo de vários testes e ajustes até chegar a algo que realmente funcionasse.”
Reconhecimento e potencial de futuro
A conquista no Integra Senai 2025 também garantiu à equipe um recurso de R$ 5 mil, que será investido na evolução do projeto. A expectativa é aprimorar o protótipo com sensores mais robustos e ampliar a confiabilidade da solução.
“Esse valor será direcionado à evolução do projeto. A ideia agora é avançar para soluções mais robustas, tanto em sensores quanto em hardware e interface”, afirma Wesley.
Além do avanço técnico, o projeto também abre portas para desdobramentos empreendedores. “Existe um potencial concreto para a geração de uma startup. A equipe já demonstra uma forte mentalidade empreendedora”, completa o professor.
Com uma proposta alinhada às demandas da indústria e à agenda global de sustentabilidade, o projeto do UniSenai PR mostra como a integração entre ensino, pesquisa e inovação pode gerar soluções reais e formar profissionais mais preparados para os desafios do mercado.
Foto: Fiep







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