“Um dia no viveiro” mobiliza comunidade litorânea para a educação ambiental
- admjornale
- há 1 hora
- 2 min de leitura
28/01/2026

A terça-feira (27) foi de muita educação ambiental no viveiro florestal do Instituto Água e Terra (IAT) em Morretes, no Litoral do Paraná. Um grupo de 30 pessoas passou a tarde no local para aprender tudo sobre a produção de espécies nativas. Essa foi a terceira edição da atividade “Um dia no Viveiro” organizada pelo Governo do Estado durante o Verão Maior Paraná.
Entre os participantes, estavam funcionários do poder público de diferentes municípios da região, pessoas do terceiro setor que trabalham com a produção de mudas, estudantes e representantes da comunidade interessados em obter mais informações sobre o processo. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
“A ideia é receber pessoas da comunidade para participar do dia a dia do viveiro, um grande dia intensivo sobre a produção de mudas, desde a coleta de sementes, distribuição de insumos e a produção propriamente dita.
Queremos que a população esteja cada vez mais próxima dos nossos viveiros, reforçando os aspectos da proteção ambiental”, afirma o engenheiro florestal e chefe da Divisão de Produção de Mudas Nativas do IAT, Alexandre Dal Forno Mastella.
Junto com as ações práticas, foram distribuídos materiais informativos sobre as técnicas e o passo a passo da produção de mudas, assim como informações sobre o programa Paraná Mais Verde, que incentiva o plantio de árvores nativas, e o processo de solicitação de mudas nos viveiros.
A estrutura de Morretes é responsável por cultivar mais de 20 espécies diferentes, incluindo o araçá (Psidium cattleyanum), palmito-juçara (Euterpe edulis) e guabiroba (Campomanesia xanthocarpa), que auxiliam na restauração ambiental.
A estudante de Ciências Biológicas Camila Alejandra Etchepare saiu de Matinhos para acompanhar a ação. Argentina radicada no Paraná, ela reforçou a importância da visita para a sequência da carreira. “Aprendemos, na prática, a importância do plantio de espécies nativas para o meio ambiente, algo que usarei em toda a minha vida”, diz.
Denise Baêta é também de um município vizinho, de Antonina. Ela chegou cedo para pegar detalhes de todo o processo de produção das diferentes espécies. “Gostei muito de aprender. Vou reproduzir em casa tudo o que vi aqui”, conta. “Essa é a segunda vez que participo do evento. Há muitos conhecimentos agregados, com destaque para a quantidade, qualidade e diversidade das mudas. Esse local é diferenciado, com uma estrutura impactante”, complementa Mercedes Figueiredo Vella, moradora de Paranaguá.
VIVEIROS – O Instituto Água e Terra possui dois laboratórios de sementes e 19 viveiros florestais para a produção de mais de 100 espécies florestais nativas, distribuídas gratuitamente por todo o Estado.
Esses viveiros estão à disposição da população paranaense para recuperação dos processos ecológicos de áreas degradadas e alteradas. Além disso, com a oferta das mudas nativas os produtores rurais recebem o apoio que necessitam para recuperar suas Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), a fim de se adequarem à legislação ambiental.
Para adquirir as plantas nativas do Paraná, os interessados podem fazer a solicitação via Sistema de Gestão Ambiental (SGA) pelo endereço www.sga.pr.gov.br. Após a solicitação, o pedido passará por uma análise do IAT. Caso seja aprovado, será encaminhado um e-mail ao requerente, com as informações do local de retirada das mudas e a documentação necessária.
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST








