top of page

Tecnologia leva operação de turismo de R$ 3 mi a R$ 10 mi por dia

  • há 5 minutos
  • 3 min de leitura

17/08/2026


Uma operação que faturava, em média, R$ 3 milhões por dia passou a movimentar R$ 10 milhões diários em um intervalo de 90 dias. O salto de 233%, segundo dados divulgados pelas empresas envolvidas, ocorreu após mudanças tecnológicas implementadas em uma das maiores consolidadoras de viagens do país e ajuda a mostrar como a digitalização começa a alterar os bastidores do turismo B2B.


A tecnologia foi desenvolvida pela Larian, fundada por Bruno Bazoti, e aplicada a uma operação que movimenta R$ 2,37 bilhões por ano. Mais do que aumentar a capacidade de processamento, o projeto buscou atacar gargalos comuns no relacionamento entre consolidadoras e agências de viagens, como demora nas cotações, processos de cadastro e baixa integração entre diferentes produtos turísticos.


Um dos números que mais chama atenção está justamente no tempo. Segundo os dados apresentados pela companhia, processos de cotação e emissão que podiam levar até 20 dias úteis passaram a ser concluídos em até 30 minutos.


A redução permitiu absorver uma demanda que anteriormente ficava represada pela capacidade operacional.


“Quando o tempo de resposta cai de dias para minutos e mais de 10 mil agências passam a contar com um cotador inteligente pelo WhatsApp, a operação consegue absorver uma demanda que antes permanecia represada. Foi esse conjunto de mudanças que permitiu avançar de R$ 3 milhões para R$ 10 milhões por dia em três meses”, afirma Bruno Bazoti, fundador e CEO da Larian AI, empresa de tecnologia no ramo do turismo.



Hotéis e seguros entram na conta


Outra frente foi a tentativa de aumentar o valor movimentado em cada operação. Além das passagens aéreas, o sistema passou a apresentar automaticamente opções de hotéis, seguros e outros serviços terrestres durante o processo de emissão.


De acordo com os números fornecidos pelas empresas, as vendas desses produtos cresceram 55% após a implementação.


O movimento é relevante porque o turismo B2B não depende apenas da quantidade de passagens comercializadas. Produtos complementares podem ampliar a receita gerada por uma mesma viagem e diversificar a operação das agências.


Também houve mudança na entrada de novos parceiros. Com a digitalização do cadastro, a empresa afirma ter registrado crescimento de 210% no cadastramento e na reativação de agências de viagens.

Os três indicadores ajudam a explicar o salto apresentado no faturamento: mais agências conectadas à operação, redução do tempo necessário para atender às solicitações e aumento da oferta de produtos associados às viagens.


Larian busca R$ 10 milhões para crescer

Depois dos resultados obtidos na operação, a Larian agora tenta transformar o projeto em uma estratégia de expansão.


A companhia abriu uma rodada Seed de R$ 10 milhões, com possibilidade de avançar posteriormente para uma Pre-Series A. Os recursos deverão ser direcionados principalmente à infraestrutura de engenharia e à capacidade de atender outras consolidadoras do setor.


O modelo de receita combina cobrança mensal pelo uso da plataforma, no formato SaaS, com participação nas transações processadas. Segundo informações da própria empresa, contratos corporativos podem chegar a R$ 100 mil mensais, enquanto a receita recorrente atual está em aproximadamente R$ 200 mil por mês.


A intenção é ampliar a presença da tecnologia em outras operações de turismo B2B e avançar também pela América Latina.


Para Bruno Bazoti, o crescimento observado nos primeiros meses mostra principalmente o tamanho da ineficiência que ainda pode existir em operações de grande porte. Ao reduzir tarefas manuais e encurtar o caminho entre uma solicitação feita pela agência e a conclusão da venda, a aposta é fazer com que estruturas que já movimentam bilhões consigam crescer sem depender de uma expansão proporcional da operação.


Nesse sentido, o salto de R$ 3 milhões para R$ 10 milhões por dia chama atenção menos pela tecnologia isoladamente e mais pelo que revela sobre um setor no qual minutos de espera, processos burocráticos e oportunidades de venda não aproveitadas podem representar milhões de reais no fim do mês.



Foto: Acervo Pessoal / Divulgação




 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page