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Robô criado por estudantes propõe novas formas de conhecer Curitiba

há 22 minutos
3 min de leitura

23/10/2026


Hully Paiva/SECOM
Hully Paiva/SECOM



E se a visita a um parque de Curitiba pudesse virar uma conversa com um guia que responde a perguntas, conta histórias e ajuda a descobrir curiosidades sobre diferentes culturas? Essa é a proposta do Mascate, um robô desenvolvido por quatro estudantes do Colégio Positivo Internacional que querem tornar a experiência turística mais interativa e aproximar o público da história dos parques étnicos da cidade.


O protótipo foi apresentado nesta sexta-feira (23/10) à equipe do Curitiba Turismo – Ctur. Os estudantes foram recebidos pela superintendente Tatiana Neves, pela diretora de Turismo e Artesanato, Paula de Castro Tavares, e pelo assessor técnico Luis Felipe Andrade. O encontro abriu espaço para apresentar a tecnologia e discutir possibilidades de aplicação em pontos turísticos e outros espaços públicos.


Desenvolvido por Gabriel Fernandes Steyer, Arthur Munaretto Fonseca, Rafael Lemos de Almeida Grabowski e Gabrielle Sehn, todos com idades entre 15 e 16 anos, o Mascate conquistou o segundo lugar na WRO Brasil 2026, feira mundial de robótica, realizada em Joinville. A iniciativa surgiu fora da sala de aula, do interesse dos jovens em criar uma solução própria, com orientação do professor Mauro Sergio Pereira Fonseca, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), pai de Arthur.


Tecnologia para dar voz à história

Curitiba tem nove parques e praças que celebram povos e tradições de quatro continentes. O Mascate tem a proposta de transformar esses espaços em pontos de descoberta, com informações acessíveis e interação direta com os visitantes.


“Normalmente, os pontos turísticos têm placas estáticas, com poucas informações. O objetivo do projeto é trazer interatividade. O robô está programado para interagir e conversar com o interlocutor, respondendo a perguntas e sugerindo questões”, explicam os estudantes.


O protótipo, modelado e produzido com impressão 3D, apresenta informações em português, inglês e espanhol. A proposta é ampliar as possibilidades de acesso à história local, atendendo tanto moradores quanto turistas brasileiros e estrangeiros.

A base de conhecimento reúne respostas sobre oito grupos culturais: poloneses, ucranianos, povos originários, italianos, japoneses, portugueses, africanos e alemães. Conforme a programação apresentada pela equipe, são de 25 a 31 respostas para cada grupo, com informações que ajudam a contextualizar as tradições representadas nos espaços da cidade.


Turismo, educação e memória cultural

Para Tatiana Neves, a iniciativa demonstra como a criatividade dos jovens pode contribuir para novas experiências turísticas na cidade.


“É muito gratificante ver o interesse de jovens como vocês no turismo. O robô que vocês desenvolveram já supera outros modelos recentes que vi em uma feira internacional. Ele tem diversas aplicabilidades em nossa cidade, como em pontos turísticos e nas nossas escolas públicas. Pode ser adaptado para diversas funções”, afirma a superintendente.

Além de receber visitantes, o Mascate poderá ser explorado como ferramenta educativa, aproximando estudantes das histórias dos povos que contribuíram para a formação cultural de Curitiba. A possibilidade de adaptação também abre caminho para ampliar os conteúdos e incorporar novas funcionalidades.


Robô funciona sem internet

Um dos principais diferenciais do Mascate é a capacidade de funcionar totalmente offline. A tecnologia não depende de conexão com a internet para responder às perguntas previstas em sua base de dados, característica que pode facilitar a instalação em parques, praças, escolas e outros locais públicos.


“Temos o objetivo de implementar o nosso robô. O diferencial dele é que funciona offline, não depende de internet, não tem custo de manutenção e é totalmente customizável, podendo funcionar em qualquer sistema”, explica Gabriel.

O projeto pode ser acompanhado pelo Instagram @mascate.robo.


 
 
 

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