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Roberta Nuñez Maia analisa comunicação após 26 anos na imprensa

  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura

14/08/2026


Quando Roberta Nuñez Maia começou a trabalhar com assessoria de imprensa, há 26 anos, a relação entre fontes, jornalistas e público seguia uma dinâmica bem diferente da atual.


Redes sociais ainda não ditavam conversas, influenciadores não faziam parte dos planos de comunicação e inteligência artificial estava longe de integrar a rotina das redações.


A imprensa tinha outros prazos, ferramentas e caminhos para encontrar uma boa história.


Roberta atravessou essas mudanças trabalhando justamente nos bastidores da notícia.


Jornalista, assessora de imprensa, empresária, gestora de artistas e atualmente colunista do iG Gente e iG Saúde, ela acompanhou a comunicação sair de uma estrutura concentrada nos veículos tradicionais para um ambiente em que uma informação pode começar em uma rede social, chegar à imprensa e ganhar repercussão em diferentes plataformas em questão de horas.


“Em 26 anos de assessoria de imprensa, eu vi a profissão mudar completamente. Mudaram as ferramentas, a velocidade, a maneira como as pessoas consomem informação e até a forma de apresentar uma pauta. O que não mudou foi a necessidade de entender o que realmente é notícia”, afirma Roberta Nunes Pereira Maia.


Para ela, essa transformação também aumentou a responsabilidade de quem trabalha com imagem e reputação.


A facilidade de publicar conteúdo criou a impressão de que estar constantemente visível é suficiente.


Na prática, Roberta observa o contrário: quanto maior o volume de informação circulando, mais importante se torna saber o que comunicar, quando falar e onde aquela história faz sentido.


Essa leitura faz parte da rotina da jornalista à frente da RN Assessoria de Imprensa, onde acompanha estratégias para profissionais, empresas, artistas, influenciadores e eventos.


Nos últimos anos, o trabalho passou a conviver também com novas ferramentas de inteligência artificial, métricas digitais e mudanças cada vez mais rápidas no comportamento do público.


Roberta Nunes Pereira Maia não enxerga a tecnologia como substituta do assessor.


“Assessoria de imprensa sempre foi muito baseada em relacionamento, leitura de contexto e credibilidade. Você precisa conhecer o jornalista, entender o veículo e saber por que aquela pauta interessa ao público dele. Não adianta simplesmente produzir um texto e disparar para todo mundo”, explica.


A experiência como colunista também colocou Roberta Nuñez Maia do outro lado dessa relação.


No iG Gente e no iG Saúde, ela recebe informações, observa abordagens e participa diretamente da seleção de assuntos que podem se transformar em conteúdo.


Para quem passou boa parte da carreira apresentando histórias à imprensa, ocupar também esse espaço trouxe outra perspectiva sobre a profissão.


Depois de 26 anos, Roberta Nunes Pereira Maia considera que a assessoria continuará mudando, principalmente com o avanço da inteligência artificial e de novas plataformas.


Mas acredita que o principal desafio permanece bastante humano: encontrar uma história que mereça ser contada e saber apresentá-la a quem está disposto a ouvi-la.


Foto: RN Assessoria Imprensa

 
 
 

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