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Reunião Plenária da Fiep debate riscos geopolíticos e estratégias para fortalecer a indústria paranaense

  • há 7 minutos
  • 4 min de leitura

01/07/2026


A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) reuniu, por meio da gerência de Relações Sindicais, representantes de sindicatos industriais nesta terça-feira (1º), em Curitiba, para discutir os impactos dos riscos geopolíticos sobre a competitividade da indústria paranaense e apresentar estratégias voltadas ao fortalecimento do setor. Entre os destaques esteve um estudo desenvolvido em parceria com a Eurasia Group, que identifica os principais fatores internacionais capazes de influenciar a economia estadual na próxima década.


A abertura foi conduzida pela gerente de Relações Sindicais da Fiep, Juliana Dias, que deu as boas-vindas aos participantes e apresentou a programação da plenária, destacando a importância do encontro como espaço de atualização, troca de experiências e construção de estratégias conjuntas para o setor industrial.


O primeiro tema foi ministrado por Leonardo Meira Reis, analista da Eurasia Group, que apresentou o estudo "Riscos Políticos Globais: Impactos na Indústria do Paraná", desenvolvido em parceria com a Fiep. O levantamento mapeou os principais riscos geopolíticos, capazes de afetar a competitividade da indústria paranaense ao longo da próxima década, oferecendo inteligência estratégica para apoiar a tomada de decisões empresariais.


O estudo foi elaborado a partir do monitoramento de mais de 100 países, aliado a entrevistas com lideranças empresariais, representantes de sindicatos industriais e do poder público estadual. Foram identificados 12 riscos geopolíticos, avaliados conforme sua relevância para os setores industriais, além do potencial de impacto, horizonte temporal e probabilidade de ocorrência.


Durante a apresentação, Leonardo Reis destacou que o mundo vive uma transição para uma nova ordem geopolítica, marcada pelo enfraquecimento do sistema internacional construído no pós-Segunda Guerra Mundial e pela crescente utilização de tarifas, sanções e barreiras comerciais como instrumentos de política externa. Nesse cenário, segurança, diversificação e resiliência tornam-se fatores cada vez mais importantes para a competitividade das empresas.


Entre os principais pontos de atenção para a indústria paranaense estão a desaceleração da economia chinesa e a busca do país pela autossuficiência em commodities agrícolas, movimento que pode reduzir a demanda por produtos brasileiros no médio e longo prazo. Também foram abordados os impactos da reconstrução das barreiras tarifárias pelos Estados Unidos e as oportunidades abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia para ampliar mercados e fortalecer a inserção internacional da indústria do Paraná.


Saúde em destaque


Na sequência, o gerente de Segurança e Saúde do Sesi Paraná, Dalton Tóffoli, apresentou uma atualização das NPS do Programa Cuide-se Mais, uma avaliação para medir a satisfação com a qualidade do serviço. Os dados mostraram elevado índice de satisfação das indústrias atendidas, com NPS geral de 92 no primeiro semestre de 2026 e notas entre 9,7 e 9,8 para itens como recepção, atendimento médico, estrutura física e qualidade dos equipamentos. Atualmente, o programa beneficia 1.408 empresas, conta com a adesão de 99 sindicatos e gerou um retorno estimado de R$ 7,3 milhões para a indústria em 2026. A apresentação também destacou os avanços da plataforma Omni SESI, desenvolvida para integrar e modernizar a gestão dos serviços de saúde ocupacional, ampliando a capacidade de atendimento e tornando mais eficiente a jornada das empresas e dos trabalhadores.


A programação também contou com outras pautas voltadas ao fortalecimento da atuação da Fiep. Juliana Dias fez uma breve apresentação da terceira edição da campanha de fortalecimento do associativismo sindical, que destaca as vantagens de integrar um sindicato filiado à Fiep. A iniciativa enfatiza benefícios como descontos exclusivos, qualificação profissional, programas de saúde e suporte jurídico e empresarial, reforçando o papel estratégico dos sindicatos para a competitividade da indústria.


Como parte dessa estratégia de fortalecimento da representação sindical, a Fiep também reforçou os materiais disponíveis na Vitrine Sindical, um canal criado para apoiar os sindicatos na comunicação com as indústrias associadas e prospecção de novas associadas. A plataforma reúne materiais de divulgação prontos para uso, incluindo peças editáveis das casas Sesi, Senai, IEL e Fiep, atualizadas periodicamente com campanhas, programas e iniciativas voltadas ao desenvolvimento da indústria paranaense.


Na sequência, Mariana Mella, da Expo+Indústria, apresentou as novidades da programação da feira, que será realizada de 25 a 27 de agosto, no Expotrade Convention Center, em Pinhais. Entre os destaques estão a palestra de abertura com o economista Ricardo Amorim, uma agenda voltada à produtividade, inovação e tecnologia, rodadas de negócios nacionais e internacionais e uma série de reuniões e conteúdos direcionados à apresentação de soluções para aumentar a competitividade da indústria paranaense.


O superintendente da Fiep, João Arthur Mohr, fez um resumo da atuação da Fiep com relação ao debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional e os impactos da medida no setor industrial. Mohr apresentou a Carta Aberta ao Brasil, documento que manifesta a preocupação do setor produtivo com a proposta de extinção da escala 6x1, atualmente em debate no Senado Federal. A Federação defende que a definição das jornadas de trabalho continue sendo negociada por meio de convenções e acordos coletivos, permitindo que cada sindicato estabeleça regras compatíveis com as características e necessidades de sua atividade econômica, preservando a competitividade das empresas, a segurança jurídica e o equilíbrio nas relações de trabalho.


Em um cenário internacional marcado por mudanças geopolíticas, transformações nas relações de trabalho e crescente necessidade de inovação, a 14ª Plenária evidenciou a importância de uma atuação coordenada entre a Fiep e os sindicatos industriais para antecipar riscos e ampliar a competitividade do setor no Paraná.

 

 

 

Foto: Fiep

 

 


 
 
 

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