Prefeito visita biofábrica que produz mosquitos com bactéria para combater dengue em Curitiba
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29/07/2026

O prefeito Eduardo Pimentel visitou, nesta quarta-feira (29/7), a biofábrica da Wolbito do Brasil, localizada dentro da Tecpar, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde são produzidos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. A tecnologia é utilizada para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya e integra as novas estratégias adotadas pela Prefeitura de Curitiba no enfrentamento das arboviroses. Atualmente, este método já é utilizado em 14 países e em 11 cidades brasileiras.
A unidade conta com mais de 3,5 mil metros quadrados, tecnologia de automação no processo produtivo e uma equipe formada por cerca de 70 profissionais e é a maior Biofábrica do Mundo de Mosquitos Wolbito. A fábrica tem a capacidade de produzir até 100 milhões de ovos de mosquitos por semana, o equivalente a aproximadamente 400 milhões de ovos por mês, garantindo capacidade para atender a expansão deste método de combate a endemias em todo o país.
Durante a visita, o prefeito percorreu diferentes etapas do processo produtivo da biofábrica, conhecendo as salas de criação dos mosquitos, a área de produção de ovos e cápsulas e a expedição dos materiais que serão utilizados nas liberações em campo. A programação incluiu ainda a apresentação institucional da empresa e a demonstração dos Dispositivos de Liberação de Ovos (DLOs) e dos recipientes com mosquitos adultos que abastecerão as ações da Prefeitura. Os DLOs parecem pequenos baldes onde os ovos ficam incubados em água. Quando eles eclodem, já dispersam mosquitos portando a bactéria que impede a proliferação de doenças.
Eduardo destacou que este método vem se somar aos esforços já realizados pelo município para combater este tipo de doença.
“Curitiba, nos últimos dois anos, baixou em 94% o número de casos de dengue e nossa meta é chegar aos 100% com o uso desta nova tecnologia”, declarou o prefeito.
Como funciona
O Método Wolbachia consiste na criação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, naturalmente presente em aproximadamente 60% dos insetos existentes na natureza. A bactéria impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no organismo do mosquito, reduzindo significativamente sua capacidade de transmissão. Após serem liberados, esses mosquitos cruzam com a população local de Aedes aegypti, transmitindo a bactéria às próximas gerações e ampliando gradualmente a proteção da região. A Wolbachia não representa risco para seres humanos nem para outros animais.
A implantação do Método Wolbachia em Curitiba faz parte do conjunto de ações de prevenção e controle das arboviroses desenvolvidas pela Prefeitura desde 2025. Em março deste ano, durante o Smart City Expo Curitiba 2026, o município e a parceria Wolbito do Brasil–Fiocruz assinaram um termo de cooperação técnica para a implementação da tecnologia na capital, reforçando o uso da ciência e da inovação como ferramentas de saúde pública.
Presenças
A visita foi acompanhada pela secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak; pelo administrador regional da CIC, Rudimar Fedrigo; pelo CEO da Wolbito do Brasil, Luciano Moreira; pelo special advisor do World Mosquito Program (WMP), Luciano Moreira; pela superintendente de Gestão em Saúde da SMS, Jane Sescatto; e pela diretora do Centro de Epidemiologia da SMS, Francielle Narloch.
Foto: Pedro Ribas/SECOM






