Plano de Ancelotti falha e mudanças pioram Seleção
- há 6 horas
- 2 min de leitura
06/07/2026
Seleção abre mão da bola na maior parte do jogo e perde chances na cara do gol

A Seleção está fora da Copa do Mundo, e o plano de Carlo Ancelotti fracassou diante da Noruega. nO Brasil desde o início apostou em um jogo de armadilha: dava a bola para a Noruega e apostava na transição em velocidade. Funcionou muito pouco. O pênalti perdido por Bruno Guimarães no primeiro tempo daria contornos diferentes ao jogo, mas a realidade mostra que a Seleção apostou alto em um estilo que não condiz com suas tradições e não soube ser letal quando teve chances.
Os melhores momentos até vão indicar boas defesas de Nyland, as estatísticas indicam mais finalizações. A Seleção, no entanto, deixou muito a bola com os noruegueses, e acabou sofrendo com isso pela cabeça e pelo pé esquerdo do vilão “óbvio”: Haaland.
As substituições no segundo tempo tiraram a força da Seleção, colocaram a Noruega no jogo, e o castigo foi fatal.
O Brasil apostou em um jogo sem tanta posse de bola para atacar os espaços em profundidade e teve um início preocupante de jogo. As bolas longas das primeiras ações indicavam muito mais uma tentativa de ganhar campo do que pressionar, e a Noruega chegou a ter 80% de posse de bola nos primeiros dez minutos.
O gol anulado de Berg por impedimento de Sorloth logo aos dois minutos assustou uma Seleção que demorou para se encontrar para ocupar espaços e conter a transição rápida norueguesa. Quando ajustou posicionamentos, o Brasil viveu seus melhores momentos ao subir a pressão na saída de bola.
Foi assim que Rayan ganhou duas divididas para Martinelli servir Cunha, que sofreu pênalti. Era o cenário perfeito para uma Seleção que apostava nos contra-ataques, mas Nyland defendeu a cobrança de Bruno Guimarães.
Bem posicionado, o Brasil não tinha a bola, mas não sofria e era perigoso na recuperação rápida com campo aberto. Rayan pela direita tinha volume, mas faltava companhia. Na esquerda, as conexões entre Martinelli e Vini funcionavam mais, e o camisa 7 viu boa chance parar novamente em Nyland.
Com a bola, mas sem tanta criatividade, a Noruega apelou para ligações diretas para Haaland. Magalhães e Marquinhos pareciam mais preocupados no embate físico do que em marcar o espaço, e assim Odegaard teve grande chance para boa defesa de Alisson no lance final de um primeiro tempo equilibrado.





Comentários