Prefeitura recebe exposição da Feira Literária de escola do Heimtal
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06/07/2026

Quem visita a Prefeitura Municipal de Londrina encontra novas cores dando as boas-vindas, tanto na entrada térrea, quanto no saguão do segundo andar do prédio. As obras produzidas pelos alunos e a equipe docente da Escola Municipal Vilma Rodrigues Romero para a Feira Literária da escola em 2026 vieram direto do distrito de Heimtal para uma exposição no Centro Cívico da cidade, a convite da Secretaria Municipal de Educação.
Nesta segunda-feira (6), os alunos Emily Raddi Alonso, Enzo Emanuel Santos Vieira e Emanuel Felipe Ribeiro Farias visitaram as instalações para ver de perto como ficaram os trabalhos deles e dos colegas, no novo local. A diretora da unidade, Cintia Alves Silva Martins, contou que a feira é uma tradição na escola, que atende alunos do ensino infantil (P4 e P5) ao 5º ano do Ensino Fundamental, e já está na 12ª edição.
“A gente acredita que é através da leitura que as crianças realmente aprendem. Elas trabalham por meses para depois apresentar os trabalhos, e assim realmente adquirem conhecimento. Eles falam com propriedade do que de fato viveram nesse processo de construção”, explicou a diretora. Ela explicou que o evento foi integrado ao Projeto Político-Pedagógico da escola (PPP), que elenca as atividades prioritárias da unidade. E destacou, ainda, que a partir da literatura as professoras têm a oportunidade para trabalhar outras abordagens educacionais. Assim foi com a turma do 4º ano, que nesta edição trabalhou a história “Chapeuzinho Vermelho”.
“Como a história apresenta a floresta e a cidade, as crianças aprenderam as diferenças entre o urbano e o rural, e sobre a diversidade da fauna e da flora”, exemplificou Martins. Ao reconhecer o trabalho feito com os colegas, Enzo, que é aluno da turma, fez questão de explicar a pesquisa que fizeram sobre a teia alimentar na representação da floresta. “Tudo começa com os vegetais, que fazem fotossíntese”, apontou. Apaixonado por Biologia, ele foi narrando as complexas relações entre presas e predadores que aprendeu a partir dos estudos instigados pela história literária, até chegar ao estrato dos animais que morrem “por competição entre membros da espécie, ou por causas naturais”.
Já Emanuel, do 5º ano, mostrou o painel e as obras em técnica de vitrais pintados junto com a professora e os colegas, para ilustrar o conto de fadas de origem francesa A Bela e a Fera. “Eu pintei a parte da rosa, meus amigos pintaram os livros”, contou, detalhando que a técnica de vitral foi feita utilizando suporte plástico e canetinhas coloridas para a finalização da pintura. Para Emily, que explorou a história de Aladdin com a turma do 3º ano, a feira também foi uma oportunidade de aprender coisas novas. Uma delas é que, na origem do conto árabe, o protagonista era um menino chinês.
A partir desta descoberta, a turma mergulhou nas curiosidades da cultura chinesa: construiu um templo em arquitetura oriental e pintou ideogramas chineses com sua tradução. “Parece que é só uma letra, mas é uma palavra”, explicou Emily, que ficou responsável pelo ideograma correspondente à palavra “amor”. Fã das histórias de ação, ela conta que gostou muito das passagens com o personagem Ja’Far, que é ajudante do sultão e antagonista no enredo. “A principal lição que aprendi com a história do Aladdin é que temos que ser corajosos”, contou.
A visitação da exposição é aberta ao público e segue o horário de funcionamento da Prefeitura, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.
Foto: Rakelly Calliari / NCom







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