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Pimentel defende em Brasília a retirada de trens de carga da área urbana

  • há 33 minutos
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17/07/2026


Ministro dos Transportes recebe comitiva de Curitiba


SMCS
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Com o apoio político de deputados federais e lideranças empresariais de Curitiba, o prefeito Eduardo Pimentel participou da primeira audiência pública da concessão da Malha Sul, nesta quinta-feira (16/7), em Brasília. Na sequência, em reunião com o ministro dos Transportes, George Santoro, a comitiva de Curitiba apresentou a demanda da inclusão dos projetos executivos e a implantação do contorno ferroviário e dos ramais Leste e Oeste nos editais da concessão.

 

Além do prefeito, estiveram em Brasília os secretários municipais Marcelo Fachinello (Governo Municipal) e Marc Sousa (Comunicação); Cléver Almeida, assessor da presidência do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc); deputados federais, além de lideranças do setor produtivo, como João Arthur Mohr, superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), como representante do G7 - fórum que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo do Estado - e do Movimento Pró Paraná.

 

Na audiência pública, o prefeito Eduardo Pimentel pode defender a demanda de Curitiba, aproveitando a janela de oportunidade para solicitar à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a inclusão do contorno ferroviário e dos ramais Leste e Oeste dentro da próxima concessão.

 

“Curitiba tem um Estudo de Viabilidade Técnica Ambiental que já demonstra os ganhos com a retirada do trem de carga do meio da cidade. E um estudo do Ippuc também indica o planejamento da reestruturação urbana nas áreas remanescentes dos trilhos no futuro”, explicou o prefeito.

 

A ferrovia de carga que atravessa Curitiba representa um dos maiores entraves à mobilidade urbana, à segurança viária e ao desenvolvimento da cidade. Atualmente, os 40,7 quilômetros de trilhos cortam 21 bairros, dividem comunidades, interferem diretamente no funcionamento do transporte coletivo e impactam a rotina de aproximadamente 467 mil moradores.

 

Ao longo do trecho urbano existem 51 passagens em nível, que interrompem o sistema viário e provocam congestionamentos, atrasos no transporte coletivo e conflitos permanentes entre o trem e o trânsito da cidade. A ferrovia também cruza dois importantes eixos estruturais do BRT, comprometendo a eficiência de um sistema utilizado diariamente por cerca de 237 mil passageiros.

 

Além dos impactos sobre a mobilidade, Curitiba concentra o maior número de acidentes ferroviários do país. Dados da ANTT mostram que, entre 2005 e 2025, foram registradas 433 ocorrências na ferrovia operada pela concessionária Rumo Malha Sul, número muito superior ao da segunda cidade brasileira com mais ocorrências, que é a cidade de Juiz de Fora (MG), com 247. Somente entre 2021 e 2024, foram contabilizados 152 acidentes, com mais de 60 pessoas feridas e 27 mortes.


 
 
 

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