Motorista de BMW é condenado a 21 anos de prisão por acidente com morte
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29/07/2026
Veículo trafegava a 181 km/h quando atingiu outro

O Tribunal do Júri de Curitiba condenou, na noite desta terça-feira (28), Gabriel Rodrigues Freitas a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo acidente que matou um homem de 36 anos na Avenida das Torres, em agosto de 2024. Além da pena de prisão, o réu também foi condenado à inabilitação para dirigir veículo automotor.
O Conselho de Sentença acolheu a denúncia do Ministério Público e reconheceu duas qualificadoras do homicídio, afastando apenas a qualificadora de meio cruel. A condenação foi definida após um dia inteiro de julgamento, realizado no Tribunal do Júri de Curitiba.
Segundo o Ministério Público, Gabriel Rodrigues Freitas foi denunciado por homicídio qualificado. De acordo com o Boletim de Ocorrência, ele dirigia uma BMW e estava com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa no momento do acidente. Após a colisão, foi encaminhado a um hospital e recebeu alta no dia seguinte.
Ao longo da investigação, o acusado apresentou versões diferentes para o acidente. Inicialmente, afirmou à polícia que uma falha mecânica teria provocado a perda de controle do veículo. Já durante a audiência de instrução, declarou que a responsabilidade pela colisão seria do motorista do outro carro, que morreu no local.
A defesa sustentou que o acidente foi provocado por um defeito no acelerador do veículo e afirmou que apresentou um parecer técnico e casos semelhantes durante o julgamento. O advogado Christian Penido Tombini, que representa o motorista que causou o acidente, disse, no entanto, que a justificativa não foi acatada pelo júri.
Os advogados alegam que Gabriel não trafegava em alta velocidade por ato voluntário nem assumiu o risco de provocar o acidente. A defesa informou que vai recorrer da decisão para pedir um novo julgamento pelo Tribunal do Júri ou a redução da pena, considerada excessivamente severa.
Durante a sessão, foram ouvidas oito pessoas. Pela acusação, prestaram depoimento o pai, a mãe e a viúva da vítima, além da médica que acompanhou o motorista durante a internação e um homem que participou do resgate após a batida. Na sequência, foram ouvidos o pai e a mãe do acusado, como testemunhas de defesa, além do interrogatório do próprio réu.






