Mel Maia revela tratamento para controlar suor excessivo
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16/04/2026

A atriz Mel Maia, de 21 anos, compartilhou nas redes sociais que realizou novamente o tratamento com toxina botulínica nas axilas para controle da hiperidrose, condição caracterizada pelo suor excessivo. O procedimento já fazia parte de sua rotina desde setembro do ano passado e foi reaplicado para manutenção dos resultados.
Apesar de muitas vezes associada apenas ao calor ou à atividade física, a hiperidrose é uma condição médica que pode afetar diretamente o bem-estar e a qualidade de vida.
De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, o quadro vai além do suor considerado normal.
“A hiperidrose é uma condição caracterizada pela produção excessiva de suor, que ocorre de forma desproporcional às necessidades de regulação da temperatura corporal. Ela pode aparecer ainda na infância ou adolescência e não está necessariamente ligada ao calor ou ao esforço físico”, explica.
Segundo a especialista, a condição pode atingir diferentes regiões do corpo e gerar impactos emocionais e sociais. “As áreas mais acometidas são axilas, mãos, pés e rosto. Muitos pacientes relatam constrangimento, insegurança e limitação em atividades do dia a dia, o que afeta a qualidade de vida de forma importante”, afirma.
“A toxina botulínica bloqueia temporariamente a liberação de acetilcolina, que é o neurotransmissor responsável por estimular as glândulas sudoríparas. Com isso, há uma redução significativa da produção de suor na área tratada”, explica a médica.
O efeito não é definitivo, mas costuma trazer melhora significativa para os pacientes. “O efeito é temporário e dura alguns meses, exigindo reaplicações periódicas. Mesmo assim, muitos pacientes apresentam grande melhora no conforto diário e na vida social”, completa.
A dermatologista reforça que o tratamento deve ser indicado de forma individualizada, após avaliação clínica. “É fundamental avaliar a intensidade da hiperidrose, excluir outras causas e entender o impacto funcional antes de definir o tratamento mais adequado para cada paciente”, finaliza.
Foto: Reprodução | Instagram







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