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Lei reconhece Curitiba como Capital do Hidrogênio Renovável e reforça protagonismo do Paraná na transição energética

  • há 18 minutos
  • 3 min de leitura

29/05/2026


Divulgação
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A deputada estadual Maria Victoria (PP) destacou a sanção da lei nº 23.227/2026, que concede a Curitiba o título de Capital do Hidrogênio Renovável do Paraná. A legislação, assinada nesta semana pelo governador Ratinho Junior (PSD), foi proposta pela Mesa Executiva da Assembleia, formada pelo presidente, deputado Alexandre Curi (PSD); pelo primeiro-secretário; deputado Gugu Bueno e pela segunda-secretária, deputada Maria Victoria.

 

A parlamentar destacou que o reconhecimento consolida o papel estratégico da capital paranaense no desenvolvimento de uma das tecnologias mais promissoras para a descarbonização da economia e para a geração de empregos, inovação e investimentos.

 

"Curitiba reúne pesquisa científica de excelência, projetos pioneiros, ambiente favorável à inovação e uma cadeia produtiva em construção. O título reconhece uma realidade que já está acontecendo e fortalece o protagonismo do Paraná na transição energética brasileira", afirmou a Maria Victoria.

 

ECOSSISTEMA - Nos últimos anos, a capital paranaense vem consolidando um ecossistema robusto de pesquisa, inovação e uso prático do hidrogênio renovável, destacando-se pelo pioneirismo no cenário estadual e nacional.

 

Um dos pilares é a implantação do HUB de Hidrogênio, iniciativa que reúne universidades, centros de pesquisa, empresas de energia, startups, indústrias e órgãos governamentais, formando um ambiente propício à inovação tecnológica, ao desenvolvimento de aplicações energéticas sustentáveis e à formação de mão de obra especializada.

 

Outro marco é a implementação de rota de ônibus movido a hidrogênio, projeto que demonstra a viabilidade do hidrogênio como vetor energético para descarbonização do transporte público.

 

Curitiba também abriga iniciativas de Pesquisa & Desenvolvimento conduzidas por instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Copel e a Sanepar, que investigam novas rotas tecnológicas de produção, armazenamento, transporte e utilização do hidrogênio renovável.

PIONEIRO - Coordenadora da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis da Assembleia Legislativa, Maria Victoria é uma das principais defensoras da pauta no Estado.

 

Em 2023, o Paraná se tornou o primeiro Estado a aprovar um marco legal específico para o setor, por meio da Lei do Hidrogênio Renovável (21.454/2023), construída com a participação de universidades, empresas, especialistas e representantes do setor produtivo.

 

Nos últimos anos, a parlamentar vem promovendo debates, audiências públicas e articulações institucionais para atrair investimentos e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da nova indústria energética.

 

"Temos universidades de excelência, um setor produtivo forte, energia limpa, segurança jurídica e capacidade de inovação. Esse reconhecimento a Curitiba simboliza um trabalho construído por muitas mãos e aponta para um futuro de desenvolvimento sustentável", ressaltou Maria Victoria.

 

PRODUÇÃO - Entre os projetos de destaque está a unidade experimental da UFPR, que transforma resíduos orgânicos em hidrogênio renovável por meio de tecnologia inédita no país. O projeto, coordenado pelo professor Helton José Alves, foi desenvolvido em parceria com empresas, centros de pesquisa e a Copel, e colocou Curitiba no mapa nacional da inovação energética.

 

Outro marco foi a inauguração da planta de hidrogênio renovável da CSN, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Considerada uma das maiores iniciativas do setor na América Latina, a unidade representa um passo importante para a produção de combustíveis limpos e para a descarbonização da indústria.

 

SOBRE - O hidrogênio renovável é apontado mundialmente como uma das principais alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em setores como indústria, transporte pesado e produção de combustíveis, abrindo novas oportunidades econômicas para estados e países que saírem na frente dessa transformação.

 



 
 
 

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