L7nnon e Eli Soares lideram encontro entre rap, trap e gospel
18/09/2026

L7nnon, Eli Soares, Chris MC, Ton Carfi e outros nomes da música brasileira se encontram em um projeto que aproxima dois universos cada vez mais presentes nas playlists da nova geração. Batizado de “Só Fé”, o movimento reúne 20 artistas da música urbana e do gospel em sete faixas inéditas, um álbum produzido por Papatinho e uma websérie dividida em oito episódios.
O projeto já está disponível nas plataformas digitais e parte de uma conexão que, apesar de ganhar forma em estúdio, há algum tempo pode ser percebida nas periferias, nas igrejas e no comportamento do público.
Jovens que escutam rap, trap e funk também consomem música gospel e louvor, fazendo com que gêneros antes tratados como universos distantes passem a dividir espaço nas mesmas playlists.
“A gente não criou uma conexão. Só colocou no mesmo estúdio uma conversa que já estava acontecendo nas ruas do Brasil”, resume Papatinho.
Além da dupla, o “Só Fé” reúne artistas como Ton Carfi, Chris MC, Caio Luccas, Victin, Nesk, Brunno Ramos, Kawe, Cjota, Jessé Alcantara, Lezin, Califfa e Drinpe, entre outros.
A proposta é justamente colocar no mesmo processo criativo artistas com trajetórias e públicos diferentes, mas que encontram na fé um ponto de aproximação.
As músicas abordam temas como transformação, identidade, esperança e recomeço sem a obrigação de permanecer dentro das características tradicionais de apenas um gênero.
“Mais do que unir artistas, este projeto une propósitos. Acreditamos que a verdadeira fé rompe barreiras, aproxima pessoas e faz da música uma ponte para levar esperança, amor e transformação”, afirma Roger Vale, diretor artístico.
Bastidores viram websérieOs encontros também foram registrados em uma websérie de oito episódios. A produção acompanha desde as primeiras conversas entre os artistas até os processos de composição e gravação das músicas.
A ideia é mostrar não apenas como cada faixa foi produzida, mas também as histórias e discussões que surgiram quando artistas do gospel e da cena urbana passaram a compartilhar o mesmo estúdio.
Questões relacionadas a espiritualidade, origem, propósito e carreira aparecem ao longo dos episódios, assim como as convergências e diferenças entre os participantes.
“Gravamos esse projeto na Papatunes, ao lado de grandes amigos. Espero que este seja apenas o começo de um formato que siga vivo, independentemente da gente. Que esses dois universos continuem se encontrando, se conectando e gerando muitas parcerias musicais, com ou sem o Só Fé”, afirma Alexandre Duncan, que também assina a direção artística do projeto.
Fé atravessa gêneros musicais
Produzido por Papatinho, o álbum será apresentado ao público por meio de uma sequência de lançamentos. Cada música funciona como um capítulo do projeto, enquanto os episódios da websérie aprofundam as histórias por trás das colaborações.
Ao reunir artistas que alcançam milhões de ouvintes e representam diferentes vertentes da música brasileira contemporânea, o “Só Fé” também acompanha uma transformação que já acontece fora dos estúdios.
Rap, trap, funk, gospel e louvor passaram a circular entre públicos que não necessariamente enxergam essas escolhas musicais como contraditórias.
É justamente nesse encontro que o projeto aposta: transformar em música uma aproximação entre a rua e a igreja que já acontece nas playlists e na vida de parte da nova geração.
Foto: Oberdan Aleixo Magalhães







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