top of page

IPMC atualiza a política de investimentos para 2026 e cumpre decisão válida para todo o País

  • há 2 minutos
  • 4 min de leitura

12/02/2026


O Conselho de Administração do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba) aprovou, nesta quinta-feira (12/2), durante reunião extraordinária, os ajustes necessários na política de investimentos do Instituto para 2026. As adequações foram necessárias porque uma resolução do Conselho Monetário Nacional do dia 18/12 estabeleceu novas regras aos regimes próprios de previdência (RPPS), tais como o IPMC.


Entre outros aspectos, pela primeira vez, a norma atrelou os tipos de aplicações de recursos a que cada RPPS tem acesso ao nível de aderência no Pró-Gestão RPPS, o Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social do Ministério da Previdência Social.


O IPMC está entre os 124 RPPS do Brasil que estão no Nível II. As mudanças impostas pela decisão do CMN afetaram todos os regimes de previdência, aproximadamente 2,1 mil. A política de investimentos do IPMC foi aprovada dia 16/12, dois dias antes da decisão do CMN.


Antes da reunião desta quinta-feira (12/2), o assunto foi tema da reunião ordinária do Comitê de Investimentos do IPMC realizada na terça-feira (10/2). As duas reuniões foram na sede do IPMC, no Alto da Glória.


Nos encontros dos colegiados, a presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, que integra o Conselho Nacional dos Regimes Próprios de Previdência Social (CNRPPS), destacou a relevância do debate técnico sobre a nova resolução na esfera nacional e que tem a participação de Curitiba.

“Desde janeiro, o diretor financeiro do IPMC, Marcos Litz, integra o grupo de trabalho formado por especialistas que se dedica à discussão detalhada da resolução, com possibilidade de alterações futuras na legislação”, argumentou a presidente.

Limites


Como a política de investimentos estabelece as categorias de investimentos que poderão ser utilizados ao longo do ano, os limites impostos por nível de aderência do Pró-Gestão exigiram ajustes no documento que norteia as estratégias adotadas para ampliar a rentabilidade do patrimônio do IPMC.


Alguns aspectos valorizados na nova resolução já são atendidos pelo Instituto, como as práticas de gestão de riscos e a utilização de plataformas eletrônicas, processo que já vem sendo utilizado no RPPS da Prefeitura de Curitiba, desde 2025.

“Temos modelo e controle de risco devidamente implantado e em funcionamento”, citou o diretor Marcos Aurelio Litz. Ele destacou ainda as alçadas de aprovação dos investimentos, outro ponto indicado no documento do CMN e já observado no IPMC em relação aos níveis de decisão para cada percentual da carteira de investimentos.

Governança é prioridade


Na reunião desta quinta-feira (12/2), a presidente do IPMC, Jocelaine Moraes de Souza, frisou que o Instituto já vem trabalhando para subir o seu nível de aderência no Pró-Gestão. A última certificação foi alcançada em maio de 2025.


Ela e o diretor Litz ressaltaram, nos dois colegiados, a importância da governança na previdência municipal. “A boa governança possibilita o acesso a classes de ativos diferenciadas, ou seja, produtos financeiros de grande qualidade”, afirmou o diretor Financeiro.


Governança é um sistema que utiliza princípios e adota mecanismos estratégicos que auxiliam na tomada de decisões e no monitoramento da gestão. Tudo deve estar alinhado às melhores práticas de gestão, observando princípios como a ética, a transparência, a integridade, entre outros.


Prudência e segurança


Para ressaltar pontos importantes da política de investimentos elaborada em 2025 para o ano de 2026 e todas as etapas cumpridas pelo IPMC, Litz lembrou o longo processo que incluiu momentos para as dúvidas dos conselheiros e discussão, etapas que antecederam a aprovação em dezembro.


Ele destacou também o papel dos estudos de ALM (que significa Asset Liability Management), sistema estatístico que gerencia os riscos levando em conta ativos e passivos, ou seja, os recursos que o regime próprio tem e os compromissos financeiros que terá no futuro, como o pagamento de aposentadorias e pensões. O objetivo principal para o IPMC é reduzir os riscos de geração de déficit ao longo do tempo, respeitando as metas atuariais ano a ano. Só em 2025, o IPMC realizou quatro estudos de ALM.


“Nós usamos estes estudos para fins de gestão. Não fazemos isso apenas porque somos obrigados. E ninguém toma decisões sozinho”, argumentou aos conselheiros. Em 2025, o Instituto realizou 14 reuniões do Comitê de Investimentos, quatro do Conselho de Administração e quatro do Conselho Fiscal.

Quanto aos imóveis, ele observou que não houve novas aquisições em 2025 (a última foi realizada em 2001). Também destacou que o IPMC tem estabelecido a destinação adequada para cada imóvel do seu patrimônio, conforme a sua vocação e potencial de mercado, otimizando os retornos.

Em 2025, ano de excelente resultado para o IPMC, os imóveis representaram no encerramento do ano o equivalente a 6% do total de investimentos do plano de previdência.

Jocelaine apontou que, ao atingir rentabilidade de 14,61% no seu patrimônio ano passado, ante a meta que era de 9,56%, o IPMC ultrapassou importantes regimes de previdência que tiveram resultados abaixo desse patamar. “Nossos números são significativos e chegamos à marca de R$ 2,616 bilhões no nosso patrimônio num ano iniciado com R$ 2,180 bilhões”, concluiu.

 

 

Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM


 
 
 

Últimas Notícias

bottom of page