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Golpes via Pix e boletos já atingiram 24 milhões de brasileiros em um ano, aponta Febraban em evento em Curitiba

  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura

28/05/2026


Mais de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes via Pix e boletos entre julho de 2024 e junho de 2025, segundo dados apresentados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) durante a abertura do XVI CONBRADEC – Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania, realizado nesta quarta-feira (27), no Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba).


No período, o sistema financeiro movimentou R$ 35 trilhões em transações, enquanto as perdas com golpes e fraudes somaram R$ 29 bilhões — o equivalente a 0,08% do total movimentado. Os números foram apresentados por Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, durante painel sobre fraudes bancárias e segurança nas transações digitais.


O XVI CONBRADEC integra a Jornada Internacional de Direito Empresarial e Cidadania 2026, que segue até o dia 3 de junho e reúne especialistas, pesquisadores, autoridades acadêmicas e representantes do setor jurídico e financeiro para debater temas ligados à inovação, cidadania e segurança jurídica.


Investimento dos bancos em tecnologiaDurante a apresentação, Mielle destacou que o crescimento das fraudes digitais tem impulsionado investimentos cada vez maiores em tecnologia e prevenção. Segundo dados da Febraban, as instituições financeiras investiram cerca de R$ 47 bilhões em tecnologia ao longo de 2025, sendo aproximadamente R$ 4,7 bilhões destinados exclusivamente à segurança e prevenção a fraudes.


Entre as tecnologias atualmente utilizadas pelos bancos estão sistemas de inteligência artificial e machine learning para análise de comportamento em tempo real, identificação de dispositivos suspeitos, biometria, geolocalização, detecção de bots e múltiplos cadastros, além de integração com bases regulatórias como COAF e Banco Central.


Medida de Proteção já em vigorOutro destaque do painel foi a apresentação de mecanismos já disponíveis para proteção direta do consumidor. Entre eles está o Botão de Contestação do Pix, que permite à vítima solicitar a devolução de valores diretamente pelo aplicativo bancário, com bloqueio imediato dos recursos suspeitos.


Também foram apresentadas medidas como o MED 2.0, sistema que possibilita o rastreamento de dinheiro fraudulento em múltiplos níveis de contas; o compartilhamento de dados entre instituições financeiras para detecção precoce de fraudes; o bloqueio de contas laranjas e bets irregulares; e novas regras de monitoramento com limites de Pix baseados em histórico, comportamento e geolocalização.


Parceria com a Polícia FederalMielle também apresentou resultados do Projeto Tentáculos, iniciativa desenvolvida em parceria entre a Febraban e a Polícia Federal para fortalecimento da inteligência de dados no combate ao crime organizado e às fraudes bancárias eletrônicas.


Segundo os dados divulgados no evento, entre 2018 e 2025 a Polícia Federal realizou 678 operações relacionadas a fraudes bancárias eletrônicas, cumpriu 1.741 mandados de busca e apreensão e efetuou 311 prisões. No mesmo período, foram apreendidos R$ 132,4 milhões.


Febraban representatividadeA Febraban representa atualmente mais de 100 instituições financeiras, responsáveis por 97,45% dos ativos totais do setor bancário brasileiro.


SERVIÇOXVI CONBRADEC – Congresso Brasileiro de Direito Empresarial e Cidadania – contempla a programação da Jornada Internacional de Direito Empresarial e Cidadania 2026, que conta com patrocínio da Febraban e da Sanepar.Data: 27 de maio a 3 de junho de 2026 (painel de abertura realizado em 27/05)Local: Centro Universitário Curitiba (UniCuritiba) – Curitiba/PR

 

Foto: Divulgação


 
 
 

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