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Dólar supera R$5,70 em novo dia de pressão no câmbio e nos juros

  • 22 de out. de 2021
  • 1 min de leitura

22/10/2021


Turbulência no Ministério da Economia é um dos motivos desse aumento



O mercado de câmbio voltou a abrir sob pressão nesta sexta-feira, dia 22, com o dólar futuro superando 5,70 reais pela primeira vez desde abril, conforme investidores seguiam impondo nos preços riscos maiores de abandono da responsabilidade fiscal com o furo do teto de gastos.


O dólar futuro bateu 5,7135 reais na máxima. Às 9h26, subia 0,71%, a 5,7065 reais. No mercado à vista, a moeda ganhava 0,54%, a 5,6990 reais, após pico de 5,7080 reais (+0,47%).


A exemplo da véspera, o Banco Central não anunciou ofertas líquidas de dólar para esta sessão.


Os juros futuros mantinham-se sob intensa onda de compra, com as taxas disparando mais 51 pontos-base em alguns vencimentos, aumentando a pressão para o Bacen acelerar o ritmo de aumentos da taxa Selic.


Na noite de quinta, assim que os mercados fecharam, o Ministério da Economia comunicou que o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao chefe da pasta, Paulo Guedes, marcando nova rodada de baixas na equipe econômica em meio à sinalização do governo de que irá contornar a regra do teto de gastos para colocar de pé um novo Bolsa Família mais robusto.


"Há muita incerteza no curto prazo que pode empurrar o dólar para cima ante o real. Por outro lado, os players acham que o real está gravemente desvalorizado, o BCB provavelmente aumentará seu ritmo de alta dos juros e intervenções (cambiais) ainda são possíveis. Portanto, a estabilidade nesses níveis não parece ser o cenário-base", disse o Citi em nota.

 
 
 

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