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Deputados recorrem ao TRF para suspender pedágio "free flow" na rodovias do Norte e Noroeste do Paraná

  • há 23 minutos
  • 2 min de leitura

10/03/2026


O grupo de 24 deputados estaduais do Paraná interpôs um 'agravo de instrumento' junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) contra a decisão da 6ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, que negou a suspensão da instalação de pórticos eletrônicos (free flow) no Lote 4 das rodovias pedagiadas nas regiões Norte e Noroeste do Paraná.


"O agravo de instrumento é um recurso judicial para contestar decisões interlocutórias- decisões tomadas pelo juiz no meio do processo que não o encerra - quando houver risco de lesão grave e difícil reparação. Previsto no Código de Processo Civil, o agravo visa a revisão rápida por um tribunal", disse o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSD), um dos autores da ação popular ingressada na Justiça Federal em Brasília.


A ação nº 1020916-47.2026.4.01.3400, questiona a legitimidade da implementação do sistema pela concessionária EPR Paraná. Segundo os autores, a instalação dos pórticos está sendo realizada sem a devida autorização prévia da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), fato que teria sido reconhecido pela própria agência reguladora.


Recursos

Entre os principais pontos do recurso apresentado pelos deputados no TRF1 estão a ausência de autorização por parte da ANTT. O documento destaca que a agência manifestou-se formalmente afirmando não ter concedido autorização prévia para a instalação e operação dos pórticos no Lote 4 (627 km das rodovias BRs 272, 369, 376 e PRs) no Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, o que, para os recorrentes, retira a presunção de legitimidade do ato administrativo praticado pela concessionária.


Também apontam a violação legal: os parlamentares argumentam que o modelo de cobrança que vem sendo implantado desvirtua o conceito de free flow previsto na lei nacional nº 14.157/2021, configurando uma violação ao princípio da legalidade.


Outro ponto do recurso diz respeito aos riscos aos usuários: O recurso alerta para o risco iminente de prejuízos aos cidadãos, incluindo a aplicação de multas de trânsito indevidas decorrentes de um sistema que, segundo os deputados, carece de base legal e regulatória para operar no trecho, além da cobrança de tarifa cheia, em vez de proporcional ao trecho percorrido.


Regra da Gangorra

Os parlamentares esclarecem que o objetivo da ação não é paralisar a execução do contrato administrativo como um todo, mas sim impedir especificamente a instalação e cobrança via pórticos eletrônicos enquanto a situação não for devidamente esclarecida e autorizada pela ANTT. O recurso defende que as praças físicas de pedágio tradicionais podem continuar operando normalmente, sem prejuízo à continuidade do serviço.


A defesa sustenta que a "regra da gangorra" deve ser aplicada ao caso, onde a urgência da medida (perigo de dano aos usuários e ao patrimônio público) justifica a concessão da tutela recursal para suspender as atividades dos pórticos. O agravo foi protocolado em 9 de março de 2026 e aguarda apreciação pelo TRF1.


A ação na Justiça Federal foi apresentada pelas deputadas Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PP), Márcia Huçulak (PSD) e Maria Victória (PP) e pelos deputados Luiz Cláudio Romanelli (PSD), Evandro Araújo (PSD), Tercílio Turini (MDB), Delegado Jacovós (PL), Cobra Repórter (PSD), Ricardo Arruda (PL), Paulo Gomes Júnior (PP), Do Carmo (UB), Luiz  Fernando Guerra (UB), Hussein Bakri (PSD), Luís Corti (PSB), Adão Litro (PSD), Nelson Justus (UB), Gilberto Ribeiro (PL), Anibelli Netto (MDB), Fábio Oliveira (Podemos), Arilson Chiorato (PT) e Professor Lemos (PT).


Foto: Valdir Amaral/Alep


 
 
 

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