Carta ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva
27/10/2026

Ao final de um dos mais disputados pleitos da história brasileira, esperamos que os eleitos governem de forma diferente Apesar da cisão do país - representada nas urnas - o presidente precisa governar para todos. Ouvir a sociedade civil, os empresários, a Academia e todos os setores.
Nossa instituição representa uma rede de 2.300 associações que tem capilaridade e presença entre micro, pequenos e médios empreendedores, em todas as regiões e estados do país, totalizando 85% da população. Nosso sistema representa as empresas inscritas no MEI e no Simples Nacional.
Essa base da pirâmide produtiva precisa participar das discussões dos seus pleitos. O principal deles: a atualização do Simples Nacional. Defendemos, sim, o ajuste fiscal, mas precisa ser feito sem prejudicar quem gera emprego. A correção do limite de enquadramento é uma demanda do setor desde 2018. Outro ponto de extrema relevância: adiar a implantação da reforma tributária para os micros, pequenos e médios empresários.
O setor do associativismo se coloca à disposição para dialogar e poder mostrar o Brasil real dos MEIs ao presidente reeleito. O incentivo ao bom ambiente econômico é, sem dúvidas, um dos pontos mais importantes dessa futura gestão. É imprescindível que se busque a disciplina fiscal.
Os empreendedores brasileiros viveram, nos últimos anos, uma real insegurança jurídica que travou investimentos, impediu crescimento e afastou quem tinha planos de crescer. Para que essa insatisfação fique no passado, é preciso que haja o estabelecimento de amplo diálogo com o setor produtivo.
Sob aspecto político, defendemos a adoção do modelo do voto distrital misto, para que a representatividade dos parlamentos seja mais justa e correta. Esse é um tema que está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados, já debatido no Senado e considerado constitucional pelo STF e pelo TSE.
A reputação e a credibilidade de um país são os termômetros para investimentos e progresso. É isso que se precisa buscar. Sempre pensando que os pequenos e médios empreendedores precisam ser protegidos. Afinal, são um grupo de 24 milhões de empreendedores, responsáveis por 27% do PIB e pela geração de 55% dos empregos formais.
Alfredo Cotait Neto , líder do associativismo nacional, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil CACB, da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
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Créditos: Estadão Conteúdo







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