Alexandre de Moraes e esposa teriam viajado em jatinhos de Daniel Vorcaro
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01/04/2026
Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, teriam sido ao todo oito voos em jatinhos de empresas ligadas a banqueiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam voado ao menos sete vezes em jatinhos particulares ligados a empresa Prime Aviation, que teve como sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e que está preso em investigação por fraudes financeiras. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Um oitavo voo, segundo a apuração do jornal, teria sido realizado em um jato de propriedade de outra empresa, esta ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também está preso pela investigação do caso Banco Master.
Em nota de seu gabinete, o magistrado chamou as denúncias de “ilações” e negou que tenha feito as viagens. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, diz o texto.
No entanto, o escritório de Viviane, Barci de Moraes, informou que contratou serviços de táxi aéreo, incluindo os da Prime Aviation, mas ressaltou que Vorcaro e Zettel nunca estiveram presentes em voos realizados por advogados da banca.
“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, alega o escritório.
Além de um contrato de R$ 3,6 milhões por mês do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes, uma investigação da Polícia Federal (PF) encontrou, no celular de Vorcaro, ao menos nove mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e ministro do STF em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão de Vorcaro, como revelou o jornal O Globo.
Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para salvar Banco Master e também ter informações sobre o inquérito que mirava o ex-banqueiro e levou à sua prisão.
As imagens do bloco de notas foram extraídas pela PF e também constam em documento enviado pela corporação à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
O diálogo entre Moraes e Vorcaro ocorreu por meio de mensagens de visualização única. O ex-banqueiro escrevia as mensagens que queria enviar em seu bloco de notas e, depois, encaminhava ao seu remetente como uma imagem, que apagava logo após ser vista.
Segundo o jornal O Globo, no dia 17 de dezembro, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com o que parecem ser referências a tratativas com a financeira Fictor, cujo acordo seria anunciado na tarde daquele dia. “Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte”, disse Vorcaro em um dos textos enviados.
O comunicado da oferta da Fictor pelo Master tinha a indicação de que o negócio teria a participação de consórcio dos Emirados Árabes, mas a identidade dos investidores nunca foi revelada.





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