Pirâmide Solar completa 3 anos de funcionamento e gera economia de R$ 8,76 milhões para a Prefeitura de Curitiba
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01/04/2026

Em três anos, a Pirâmide Solar de Curitiba mostrou que a busca por energia limpa e renovável é viável. O dia 29 de março, data em que Curitiba completou 333 anos, também marcou o aniversário de 3 anos de funcionamento da Pirâmide Solar de Curitiba - Parque Fotovoltaico da Caximba. Nesta terça-feira (31/3), foi feita uma visita guiada especial ao local para estudantes do Colégio Estadual Professora Maria Gai Grendel, que também fica no Caximba.
Os integrantes da Família Folhas participaram da atividade e falaram sobre sustentabilidade ambiental para os 22 estudantes de 12 a 13 anos, do 8º ano. O administrador da Regional Tatuquara, Marcelo Ferraz, e o diretor de Eficiência Energética e Geração de Energias Renováveis, João Carlos Fernandes, também acompanharam a atividade e explicaram todo o funcionamento da Pirâmide Solar e como é feito o monitoramento do antigo aterro sanitário.
A visita guiada foi comandada pelo engenheiro Carlos Guillen, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Guillen é Engenheiro Civil, Sanitarista e Ambiental, e está na Prefeitura de Curitiba há mais de 40 anos.
Geração de energia
Os 8,6 mil painéis fotovoltaicos da Pirâmide Solar geraram até o dia 24 de março de 2026 (último dado repassado pela Copel), 16.633 MWh (megawatts/hora), energia suficiente para abastecer cerca de 68 mil residências populares por um mês.
Essa produção resultou em uma economia de R$ 8,76 milhões para os cofres públicos da Prefeitura, recurso que pode ser utilizado em outras áreas da cidade, como subsidiar refeições do Mesa Solidária e ações de educação ambiental pela cidade.
A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, explicou que a Pirâmide Solar de Curitiba é também uma grande solução de engenharia e ambiental.
“O projeto da Pirâmide Solar de Curitiba é inovador, é o primeiro da América Latina instalado sobre um aterro sanitário desativado. Foi um desafio de soluções de engenharia para a instalação dos painéis fotovoltaicos. Transformamos um passivo ambiental, um lugar que não poderia ter nada em cima, em um ativo ambiental com a instalação dos painéis fotovoltaicos da Pirâmide Solar”, disse Marilza.
Como funciona
A energia gerada pelos módulos fotovoltaicos da Pirâmide Solar é injetada na rede de distribuição da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e o valor é abatido da conta de energia do município. Toda a energia gerada é atualmente distribuída para 304 prédios públicos da Prefeitura de Curitiba.
Sustentável
Instalada no bairro Caximba, que está recebendo a maior intervenção urbanística recente de Curitiba, o Bairro Novo do Caximba, a Pirâmide Solar de Curitiba é a primeira usina solar instalada em um aterro sanitário desativado da América Latina.
O empreendimento faz parte do programa Curitiba Mais Energia, uma das estratégias da cidade para combater e mitigar as mudanças climáticas, por meio da produção de energia renovável, o que também resulta em economia aos cofres públicos.
Selecionada pela rede de cidades C40, através do programa Cities Finance Facility (CFF), a proposta foi contemplada com recursos da agência alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) para os estudos necessários para elaboração do projeto, e segue as regras de Geração Distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Pirâmide Solar também está alinhada às metas buscadas pelo Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima).
Números da Pirâmide Solar
8,6 mil painéis
4,55 MWp de potência instalada
30% da energia dos prédios públicos do município
R$ 3,2 milhões de economia anual para os cofres públicos com gastos com energia da Prefeitura de Curitiba
Foto: Luiz Augusto/SME







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