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Álbum com o Grupo Fato e Orquestra à Base de Sopro está inscrito para o Grammy Latino

  • há 31 minutos
  • 3 min de leitura

20/08/2026


Quando dois dos grupos mais significativos da cena musical curitibana se encontram, só pode sair coisa boa. Foi o que aconteceu em novembro de 2024, quando a Orquestra à Base de Sopro (OABS) e o Grupo Fato – que, à época, celebrava 30 anos de trajetória – subiram ao palco do Guairinha. O registro dessa apresentação histórica resultou em um álbum que agora está inscrito para o Grammy Latino e em um vídeo que será exibido neste fim de semana na tevê por assinatura e chega ao streaming no mês que vem.


A inscrição é o primeiro passo do processo de seleção dos trabalhos que irão disputar o Grammy Latino. Nessa fase, as gravadoras e os membros votantes da Academia Latina da Gravação apontam produções que consideram importantes e que serão consideradas para as próximas fases. Todas as produções passam por um processo de triagem antes que a inscrição seja aceita. São aceitas obras gravadas em espanhol, português ou em outros idiomas reconhecidas na Ibero-América.


Depois, os membros votantes da Academia – músicos, produtores, engenheiros e outros profissionais criativos e técnicos da indústria fonográfica – votam para apontar os melhores trabalhos de cada categoria, cada um na sua área de especialidade. Os cinco mais votados em cada categoria são os finalistas. Esse processo ocorre até 16 de setembro e a cerimônia de entrega dos prêmios será em 12 de novembro. A exibição do conteúdo do álbum da OABS com o Grupo Fato na televisão e no streaming é importante porque ajuda o trabalho se tornar mais visível. 


“Estamos muito felizes, porque foi um trabalho conjunto e muito cuidadoso”, diz Grace Torres, componente do grupo. “Esse trabalho que é tão curitibano agora vai estar disponível no mundo inteiro pelo streaming.”


O show une a sonoridade original da orquestra com a música do Fato, conhecido por usar criativamente ritmos como o fandango. As apresentações foram nos dias 9 e 10 de novembro de 2024 e resultaram, em um primeiro momento, no clipe da canção Vernissage. O álbum só veio ao mundo mais tarde, em janeiro de 2026, devido à dedicação pessoal de várias pessoas, em especial o músico Ulisses Galetto, que canta e toca baixo e violão no Fato e é engenheiro de som. “Foi um trabalho de formiguinha, demorado, porque todo mundo estava doando tempo para chegar a esse resultado”, diz Grace.


O diretor Luciano Coelho foi o responsável pelos registros em vídeo, montagem e finalização de imagem; Ulisses Galetto, o responsável pelas edições e mixagem de áudio em Dolby Digital 2.0 e 5.1, com a supervisão musical colaborativa de Sergio Albach, diretor artístico da OABS.

A estreia na TV por assinatura será no domingo, 23, pelo canal Music Box Brazil, às 21 horas. O canal está disponível nas principais plataformas de televisão por assinatura (canal 623 na Claro TV/Net, 637 na Vivo TV, 145 na Oi TV e 555 na Sky). A previsão para o conteúdo subir também para o streaming pelo Box Brazil Play é 1º de setembro.


Sobre a orquestra


Criada em 1998, a Orquestra à Base de Sopro é um grupo especializado em música popular brasileira, mantido pela Fundação Cultural de Curitiba e pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac). Formada por músicos dedicados à pesquisa e recriação de repertórios nacionais, a orquestra construiu ao longo de sua trajetória uma linguagem própria, marcada por arranjos sofisticados e colaborações com importantes nomes da música brasileira, como Egberto Gismonti, Maria Rita e Joyce Moreno.


Sobre o Grupo Fato


O Fato é um quinteto curitibano que desde 1994 desenvolve pesquisas musicais que consolidaram uma sonoridade e estilo originais, reconhecidos por críticos no Brasil e no exterior. A partir de Curitiba, o grupo trabalha criativamente com a produção de diversos autores da cena independente. Em 32 anos, foram mais de 70 artistas interpretados pelo grupo, em sua maioria, paranaenses. Sua musicalidade explora combinações sonoras entre elementos de culturas tradicionais com instrumentos musicais e intervenções eletrônicas, programações e efeitos. A ressignificação criativa dos tamancos de fandango caiçara, presentes na música do grupo desde 1996, é uma marca do grupo. A tamancalha, instrumento inventado por Zé Loureiro Neto, um ex-integrante, é uma expressão robusta dessa relação que ampliou horizontes da música popular feita em Curitiba.

 

 

 

Foto: Cido Marques


 
 
 

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