Vivência nos EUA marca memória de alunos do Paraná no Ganhando o Mundo Agrícola
- 14 de mai.
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Após quatro meses vivendo a rotina acadêmica de uma universidade norte-americana, 46 estudantes do programa Ganhando o Mundo Agrícola retornam ao Brasil neste sábado (16). O grupo é formado por alunos dos colégios agrícolas da rede estadual de ensino e integram a edição 2026 do maior programa público de intercâmbio estudantil da América Latina. O programa foi criado pelo Governo do Paraná em 2022, é executado pela Secretaria da Educação (Seed-PR) e já beneficiou 4.540 estudantes até 2026.
Durante o intercâmbio, os estudantes tiveram acesso a visitas técnicas e atividades ligadas ao agronegócio na University of Northern Iowa. Além do aperfeiçoamento técnico e do contato com novas tecnologias e métodos de produção, a experiência proporcionou aos alunos vivências culturais, desenvolvimento da autonomia, aprimoramento do inglês e ampliação das perspectivas acadêmicas e profissionais, com impacto direto na formação pessoal e no futuro dos estudantes.
Entre os participantes está Julia Ribeiro, de 16 anos, estudante do Colégio Estadual João XXIII, de Mamborê, município próximo a Campo Mourão, que viveu pela primeira vez a rotina de uma instituição de ensino superior americana. Hospedada na estrutura estudantil da UNI, uma das maiores instituições de ensino do estado de Iowa, ela participou de aulas, atividades práticas e convivência multicultural dentro do campus.
“As aulas de inglês eram todos os dias pela manhã. À tarde, tínhamos matérias como empreendedorismo, agronegócio e matemática”, conta. Segundo a estudante, o modelo de ensino foi um dos aspectos que mais chamou atenção durante o período. Além das aulas teóricas, os alunos participavam de visitas técnicas a empresas, feiras e propriedades ligadas ao setor agrícola. “Eles trabalham muito com atividades práticas. Isso ajuda a entender como tudo funcionava fora da sala de aula”.
A vivência dentro do campus também marcou a intercambista. “Lá, os alunos estudam, trabalham e vivem dentro da própria universidade. Isso me surpreendeu muito”, afirma. Júlia também destaca o contato direto com a cultura americana. No restaurante universitário, os estudantes têm acesso a refeições de diferentes países e convivem com professores e alunos norte-americanos. “Os americanos demonstravam muito interesse pela nossa cultura e os professores sempre tiveram paciência conosco”.
Entre as experiências mais marcantes do período no Exterior, a estudante destaca a primeira vez que viu neve e a cerimônia de graduação realizada ao fim do intercâmbio, quando os estudantes receberam os certificados de conclusão.
FUTURO PROFISSIONAL – Enquanto Julia destaca a vivência dentro do campus universitário, Anthonella de Morais afirma que o intercâmbio ampliou sua confiança no idioma e sua visão sobre o futuro profissional. A estudante, de 17 anos, do Colégio Estadual Sagrada Família, de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, passou os últimos meses na mesma universidade de Iowa, onde participou de aulas voltadas ao empreendedorismo e ao agronegócio.
Ela também esteve em atividades práticas e visitas técnicas em empresas como Hansen’s Dairy, Tractor Cab Assembly Operation-John Deere, Corteva e World Food Prize. Durante a experiência, Anthonella acompanhou de perto como a tecnologia, a automação e a inovação vêm transformando o setor agrícola e agregando mais valor à produção no campo.
Entre os projetos desenvolvidos durante as atividades acadêmicas, a estudante participou da criação de um sistema de aquaponia, tecnologia que integra a criação de peixes ao cultivo de plantas de forma sustentável. “Foi muito interessante conhecer a aquaponia porque é uma tecnologia sustentável e que pode ter bastante aplicação no Paraná, principalmente nas regiões agrícolas. Vimos que é possível produzir alimentos de forma mais eficiente, economizando água e aproveitando melhor os espaços”, afirma.
Segundo ela, um dos momentos mais importantes foi perceber a evolução no idioma durante a convivência diária com estudantes americanos. “Minha primeira conversa totalmente em inglês com um nativo é inesquecível”, relembra.
O período fora do país exigiu adaptação, principalmente pela distância da família e pelas diferenças culturais, mas Anthonella considera a experiência transformadora. “Hoje vejo que nada é impossível quando você acredita nos seus objetivos”, destaca.
Foto: Anthonella Morais/Arquivo pessoal.







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