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Trump anuncia trégua de 5 dias com o Irã

  • 23 de mar.
  • 3 min de leitura

23/03/2026


Presidente dos EUA disse que instruiu seu Departamento de Guerra a adiar "ataques militares contra usinas de energia"


Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de 5 dias com o Irã. Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

 

"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou.

 

Pouco depois do post, o Irã negou conversas com EUA e disse que Trump recuou após ameaças de Teerã.

 

Segundo o site americano Axios, as negociações citadas por Donald Trump ao anunciar trégua com o Irã foram feitas por altos funcionários da Turquia, Egito e Paquistão com o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

 

A jornalistas, Trump afirmou que uma "mudança de regime" já está em curso no Irã e que as negociações que citou na rede social não ocorreram com o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, mas com pessoas que ele descreveu como "muito razoáveis".

 

Se as negociações falharem, disse ele, "vamos continuar a bombardear tudo o que pudermos".

 

A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo.

 

Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira.

 

Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas.

 

Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão:

 

"destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana;

considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.

Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump.

 

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio.

 

As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã.

 

A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos "inimigos do Irã" e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.


 
 
 

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