Tribunal de Justiça absolve a médica Virgínia Soares
- 16 de mar. de 2023
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16/03/2023
A médica Virgínia foi acusada por mortes ocorridas na UTI

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acatou recurso das defesas e decidiu que a médica Virgínia Helena Soares de Souza e demais acusados pela morte de pacientes no Hospital Evangélico, em Curitiba, não sejam levados a júri popular. A equipe foi absolvida em primeira instância no ano de 2017, mas acórdão de junho de 2021 determinou que ela fosse levada a júri. Um voto contrário naquele julgamento, porém, possibilitou a nova decisão, desta quinta-feira (16). Com a decisão, Virgínia é absolvida no processo.
Durante a sessão, o relator Luís Carlos Xavier pediu para que o recurso não fosse acolhido, o que levaria o caso a júri. Ele concordou com a argumentação do Ministério Público do Paraná (MPPR) de que o júri seria o “juízo natural” para o caso. A desembargadora Priscilla Placha Sá, porém, abriu divergência e foi acompanhada pelos demais integrantes da Câmara.
O advogado Elias Mattar Assad disse, ao defender Virgínia, que o Tribunal não poderia cair em “negacionismo” e focar apenas nas provas. Ele citou laudos técnicos que apontariam para a inocência da acusada. “Ainda que dez anos depois – e com destruição da carreira da médica acusada – finalmente, foi reconhecida a inexistência de fato criminoso”.







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