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Trabalho é essencial na reinserção social de quem luta para se livrar das drogas

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

30/04/2026


Das 322 pessoas que passaram pela unidade de acolhimento temporário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) entre janeiro deste ano e a primeira quinzena de abril, 209 estão empregadas ou desempenham atividades remuneradas autônomas.


A informação faz parte do acompanhamento do Departamento de Políticas sobre Drogas (DPsD) do órgão, que encaminha pessoas empenhadas em se manter longe das drogas aos serviços que colaborem para sua reinserção social, como entrevistas de emprego, cursos e atendimentos de saúde.


Autonomia em andamento


Também segundo o relatório, 43 dos 209 acolhidos já atingiram a autonomia. Alguns voltaram a viver com familiares e outros moram em imóveis alugados por eles próprios e pagos com parte dos rendimentos mensais.


A maioria, no entanto, mora na unidade de acolhimento, no bairro Mercês. Lá é possível dividir um quarto com outros hóspedes, alimentar-se e ter as roupas lavadas durante 6 meses – tempo necessário para planejar os próximos passos. Em andares separados, o local oferece 100 vagas para homens e mulheres de 18 a 59 anos.


“Trabalhar é uma etapa muito importante para a autonomia porque exercita a estabilidade social e as conexões sociais por meio da gestão da vida patrimonial e profissional”, observa o diretor do DPsD, Marlon Cardoso.


Exemplo que vem de dentro


Maicon Rodrigo de Freitas está entre os hóspedes da unidade de acolhimento que estão trabalhando. Foi acolhido há 4 meses, desde que saiu da Associação Casa do Servo Sofredor, no bairro Pinheirinho.

“Cheguei em 7 de janeiro e cinco dias depois estava trabalhando lá mesmo, com carteira assinada”, conta Maicon, que é monitor da unidade. “Atendo os hóspedes e ajudo a manter o local em funcionamento”, explica.

Para ele, a contratação veio a calhar. “Esse convite pra trabalhar foi uma oportunidade que mudou meus planos. Cheguei pensando que ia correr atrás de entrevistas de emprego e que ia demorar a voltar pro mercado de trabalho. Trabalhar é fundamental e a segurança de um emprego como esse influencia muito o meu processo de autonomia”, conta Maicon, que tem 45 anos e atuou como representante comercial de pneus para veículos pesados.


Considerando retornar à antiga atividade ou partir para uma nova, ele faz cursos na área de empreendedorismo e espera o nascimento do neto Pedro Lucca, filho da única filha. “Tudo isso são incentivos muito importantes”, afirma.

 

 

Foto: Valquir Aureliano/SECOM



 
 
 

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