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Torcedores do Coritiba protestam por mais contratações

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

06/03/2026


Faixas com críticas ao planejamento para a Série A são espalhadas no entorno do Couto Pereira


Reprodução
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Os arredores do Estádio Couto Pereira foram tomados por faixas de protesto que escancaram a crise de confiança entre os torcedores e a gestão do Coritiba. As imagens, que rapidamente viralizaram nas redes sociais, revelam uma torcida que esgotou a paciência com o planejamento da diretoria para o retorno à elite do futebol brasileiro.

 

O alvo principal não é o campo, mas o escritório: a SAF gerida pela Treecorp Investimentos e as figuras de William Thomas, Head Esportivo, e Lucas de Paula, CEO do clube.

 

A insatisfação foca em uma discrepância incômoda entre o discurso de grandeza e a realidade do mercado. Embora o Coxa tenha encerrado a primeira janela de transferências do ano com 15 novos nomes incluindo Breno Lopes, que ostenta o título de contratação mais cara da história do clube, o volume não se traduziu em peso.

 

A estratégia adotada pela diretoria priorizou as chamadas "oportunidades de mercado", que remete para atletas que estavam sem contratos ou que chegam por empréstimo, situações que não empolgaram a torcida. Frases como "SAF de mendigo" e "Treecorp incompetente" expõem a frustração de quem esperava um investimento condizente com as receitas da Série A.

 

Uma das maiores críticas recai sobre a ausência de um centroavante de ofício com currículo para a primeira divisão. Atualmente, o técnico Fernando Seabra tem usado Pedro Rocha na função e conta com o jovem Enzo Vagner, filho de Vagner Love. Enquanto isso, Rodrigo Rodrigues segue entregue ao departamento médico após uma grave lesão de joelho.

 

O tom das críticas também resgata fantasmas de um passado recente. Uma declaração de Lucas de Paula, feita ainda em novembro do ano passado durante a euforia pelo título da Série B, voltou para assombrar a gestão. Na ocasião, o CEO afirmou que gostaria de ver o Couto Pereira novamente como fortaleza para o Coxa.

 

 

— A gente tem brio, vai ser muito embaçado ganhar do Coxa. E tem que ser, né? O Flamengo e o Palmeiras quando olharem na lousa deles lá, planejamento deles, quando olhar Coritiba no Couto Pereira: "Hum, ferrou. Máximo empate, um empatezinho, né?". É isso que a gente busca — afirmou Lucas de Paula na época.

 

A frase, agora estampada em tom de deboche nas faixas de protesto, tornou-se o símbolo de uma desconexão com a realidade: nas duas primeiras partidas em casa nesta Série A, o Coritiba foi derrotado por Bragantino e São Paulo, ocupando 12ª posição com quatro pontos em quatro rodadas.


 
 
 

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