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Terceira pista do Afonso Pena vai ampliar inserção da RMC no cenário global

10 de ago.
3 min de leitura

10/08/2026


Com investimento de cerca de R$ 800 milhões a pista deve ampliar a conectividade aérea


SMCS
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A terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, finalmente vai sair do papel. O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia do Governo do Paraná, emitiu a Licença de Instalação que autoriza o início das obras da nova estrutura, um investimento estimado em cerca de R$ 800 milhões realizado pela concessionária responsável pelo aeroporto.

 

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, participou do lançamento e destacou que a nova pista representa um avanço importante para toda a Região Metropolitana e terá reflexos diretos na economia, no turismo e na capacidade logística da capital paranaense.

 

“Essa infraestrutura amplia a inserção da nossa região no cenário global, consolidando uma robusta malha aérea regional e nacional, além de conexões diretas com importantes centros da América Latina. Curitiba e sua Região Metropolitana têm muito a ganhar com a construção da terceira pista”, afirmou Pimentel.

 

A nova pista terá 3 mil metros de comprimento e 45 metros de largura, com acostamentos pavimentados de 7,5 metros em cada lado. O projeto também prevê áreas de segurança de fim de pista, plataformas de contenção de jato de motor e seis novas pistas de táxi, que farão a conexão da estrutura com as demais áreas operacionais do aeroporto.

 

Segundo a programação apresentada pela concessionária, as obras terão duração estimada de 28 meses, incluindo a construção e a etapa de homologação junto à agência reguladora. A expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos durante a execução.

 

Turismo e conexões internacionais

Para Eduardo Pimentel, a ampliação da infraestrutura aeroportuária ocorre em um momento estratégico para Curitiba, que vem ampliando sua conectividade aérea e sua presença no turismo de negócios e de lazer.

 

“A inauguração da rota Curitiba-Lisboa, operada pela TAP, e o projeto da terceira pista têm atraído o interesse de diversas companhias aéreas junto ao setor de turismo do Paraná. Esse movimento impulsiona tanto o turismo de negócios quanto o de lazer, áreas nas quais Curitiba e Região Metropolitana têm se destacado”, afirmou Eduardo Pimentel.

 

O prefeito também ressaltou o potencial da nova infraestrutura para a realização de feiras, congressos e eventos internacionais, além de facilitar a conexão de Curitiba com importantes destinos nacionais e internacionais.

 

A terceira pista também deve fortalecer a estrutura logística da Região Metropolitana de Curitiba. Na avaliação do prefeito, a ampliação da capacidade aeroportuária é estratégica para atender às necessidades do setor produtivo.

 

“Além do impacto no setor de serviços, o desenvolvimento logístico é fundamental para a indústria. A capacidade de recepção e despacho de aeronaves cargueiras potencializará a Cidade Industrial de Curitiba”, concluiu Eduardo Pimentel.

 

Obra terá acompanhamento ambiental

A Licença de Instalação emitida pelo IAT estabelece 41 condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas durante a execução do empreendimento. Entre as exigências estão medidas de monitoramento da fauna, incluindo espécies como os bugios, além de programas de recuperação e cuidados específicos nas áreas de intervenção.

 

De acordo com a concessionária, a equipe técnica de engenharia está analisando as exigências da licença para realizar os ajustes necessários no projeto antes do início das atividades. A construtora responsável pela obra já foi contratada.

 

A diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos, Monique Henriques Barbato de Souza, destacou que a licença é fundamental para garantir que a implantação ocorra de acordo com os padrões ambientais estabelecidos.


 
 
 

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