Seminário fortalece qualificação do acolhimento institucional de crianças e adolescentes em Curitiba
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31/07/2026

A Fundação de Ação Social (FAS) promove, nesta sexta-feira (31/7), o Seminário Municipal do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes. Realizado durante todo o dia na sede da fundação, o evento reúne trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas), equipes técnicas, gestores, representantes da rede intersetorial, organizações da sociedade civil e conselhos de direitos para discutir a qualificação dos serviços voltados à proteção integral de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva.
A programação inclui palestras, debates técnicos e oficinas sobre garantia de direitos, cuidado, convivência familiar e comunitária, humanização do atendimento, práticas restaurativas e metodologias de trabalho no acolhimento institucional. Pela manhã, as palestras foram feitas por Danielle Dalavechia Chedid Silvestre e Renan Gustavo Costa Ferreira. À tarde, os participantes acompanham oficinas temáticas para troca de experiências.
O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, destacou que o seminário fortalece a rede de proteção e contribui para a qualificação dos profissionais que trabalham no acolhimento institucional. Também lembrou os avanços da atual gestão, como a ampliação da rede de acolhimento, com a abertura de uma unidade exclusiva para bebês e a criação de novas vagas nas unidades municipais, além do fortalecimento do diálogo com a Rede das Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA).
"Cuidar de crianças e adolescentes que precisaram ser afastados temporariamente de suas famílias exige preparo técnico, sensibilidade e trabalho em rede. Investir na formação permanente das equipes é garantir um atendimento cada vez mais humanizado e qualificado", afirmou.
Serviço complexo
Na abertura do seminário, a superintendente executiva da FAS, Melissa Cristina Alves Ferreira, destacou a complexidade do serviço de acolhimento institucional e a importância da qualificação permanente dos profissionais.
"Quando falamos em acolhimento institucional, tratamos de um dos serviços mais complexos e sensíveis da política de assistência social.
Garantir proteção vai muito além de oferecer um espaço seguro. Exige preparo técnico, sensibilidade, responsabilidade e, sobretudo, atuação articulada entre todos os órgãos do sistema de garantia de direitos. Nenhuma instituição consegue responder sozinha aos desafios que envolvem a proteção integral de crianças e adolescentes", afirmou.
O diretor de Proteção Social Especial da FAS, Jefferson Portugal Marchiorato, ressaltou a estrutura da rede de acolhimento de Curitiba e a integração entre os diversos serviços que atendem esse público.
"Curitiba conta com oito unidades próprias de acolhimento institucional e mantém parceria com 14 organizações da sociedade civil, somando aproximadamente 600 vagas. Esse trabalho também envolve os Creas, os Conselhos Tutelares, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano, nossa parceria, o CMAS e o Comtiba. É uma rede que precisa atuar de forma integrada para garantir a proteção das crianças e adolescentes", disse.
A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Cintia Aumann, reforçou que o fortalecimento das ações preventivas é fundamental para reduzir as situações que levam ao acolhimento institucional. Já a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comtiba), Michele Taís Faria Feliciano, ressaltou a importância da atuação conjunta entre os diferentes órgãos e da formação continuada dos profissionais.
"Quando falamos de crianças e adolescentes, todos queremos garantir que elas tenham seus direitos preservados e um futuro com mais oportunidades. Por isso, momentos de formação como este são essenciais para refletirmos sobre nossa prática e aperfeiçoarmos o atendimento. O acolhimento deve ser sempre a última medida, mas, quando necessário, precisa representar um recomeço, em um ambiente de cuidado, proteção e respeito aos direitos de cada criança e adolescente", afirmou.
Atualização
O seminário tem como objetivo promover a atualização técnica sobre as normativas, diretrizes e metodologias que orientam a execução do serviço, fortalecer o diálogo entre os órgãos do sistema de garantia de direitos e ampliar a articulação entre os profissionais que trabalham na proteção de crianças e adolescentes.
Entre os participantes estão servidores das unidades de acolhimento institucional de execução direta e indireta, profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Conselhos Tutelares, conselhos de direitos e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).
A pedagoga Cláudia de Lara, do Lar CriançArteira, que atende atualmente 19 crianças e adolescentes de 4 a 13 anos, participou do seminário ao lado da psicóloga da instituição, Nathalie Flomenbaum. "Esse seminário nos permite refletir sobre a prática, conhecer novas metodologias e trocar experiências com profissionais que vivem realidades semelhantes. Voltamos para a instituição com novos conhecimentos que contribuem para oferecer um atendimento cada vez mais qualificado", afirmou.
Foto: Divulgação/FAS







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