Semana Municipal de Saúde Bucal destaca cuidado com disfunções da mandíbula
26/10/2026

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promove, nesta terça (27), uma capacitação sobre Disfunção Temporomandibular (DTM), como parte da programação da 5ª Semana Municipal de Saúde Bucal. Elaborado pela SMS em parceria com a Escola de Governo da Prefeitura de Londrina (EGL), o curso será presencial, no período da manhã, no Auditório Cyro Grossi da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com aula ministrada pelo professor Edwin Contreras, da UEL.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, a atividade conta com o apoio da UEL, da 17ª Regional de Saúde e do Conselho Regional de Odontologia. A previsão é reunir cerca de 300 participantes.
A Semana Municipal de Saúde Bucal foi criada em alusão ao Dia do Cirurgião-Dentista, celebrado em 25 de outubro, como uma oportunidade de valorizar os profissionais e fortalecer as ações de saúde bucal no município. Nesta edição, o tema aproxima a formação das equipes de uma necessidade concreta da população: o cuidado com dores e dificuldades de movimentação da mandíbula que podem comprometer a alimentação, a fala e o bem-estar.
“Investir na qualificação dos nossos profissionais é investir diretamente na qualidade do atendimento à população. A saúde bucal vai muito além dos cuidados com os dentes: ela está relacionada à alimentação, à fala e à qualidade de vida. Com essa capacitação, estamos preparando nossas equipes para identificar precocemente as disfunções da mandíbula, oferecer o cuidado adequado nas Unidades Básicas de Saúde e, quando necessário, encaminhar os pacientes para atendimento especializado no CEO da UEL. É mais um avanço na organização da nossa rede, fortalecendo a Atenção Primária e garantindo um cuidado cada vez mais completo, humanizado e resolutivo para a população de Londrina”, destacou a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó.
Qualificação do atendimento e acesso à especialidade
A capacitação vai aprimorar a identificação, a avaliação e o manejo inicial da DTM pelas equipes de saúde bucal das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Também integra a preparação da rede municipal para o início, em breve, dos encaminhamentos à especialidade no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da UEL.
O objetivo é fortalecer o cuidado desde a Atenção Primária, permitindo que as equipes reconheçam os casos, iniciem as medidas indicadas e acompanhem a resposta ao tratamento. Quando houver necessidade, o usuário será encaminhado para avaliação especializada, conforme os critérios clínicos estabelecidos.
O manejo pode envolver orientações de autocuidado, redução de hábitos que sobrecarregam a mandíbula, medidas para alívio da dor e tratamento medicamentoso, quando indicado. Na especialidade, a avaliação permitirá definir a continuidade do tratamento de acordo com o diagnóstico e as necessidades de cada paciente.
O que é DTM
A Disfunção Temporomandibular compreende alterações que afetam as articulações da mandíbula e os músculos responsáveis pela mastigação. Essas estruturas são utilizadas em atividades cotidianas, como falar, mastigar e abrir ou fechar a boca.
Entre os sinais e sintomas estão dor na mandíbula, no rosto ou próxima ao ouvido; dor ou cansaço ao mastigar; dificuldade para abrir a boca; limitação dos movimentos; e episódios de travamento mandibular. Estalos e outros ruídos também podem ocorrer, mas, quando aparecem isoladamente, sem dor ou prejuízo dos movimentos, não significam, por si só, necessidade de tratamento especializado.
Apertar ou ranger os dentes também merece atenção, especialmente quando há dor ou dificuldade para movimentar a mandíbula. Entretanto, o bruxismo isolado não corresponde necessariamente a um quadro de DTM. A avaliação odontológica é fundamental para identificar a origem dos sintomas e indicar o cuidado adequado.
Atendimento começa na UBS
A população deve procurar a equipe de saúde bucal da UBS de referência para a primeira avaliação. O cirurgião-dentista investigará os sintomas, realizará o exame clínico e verificará se a dor ou a dificuldade de movimentação está relacionada à DTM ou a outra condição que necessite de tratamento.
Nos casos indicados, o cuidado será iniciado na própria UBS, com orientações, medidas de manejo e acompanhamento. Se houver necessidade de atendimento especializado, a equipe registrará o encaminhamento para o CEO da UEL por meio da regulação municipal, que avaliará a indicação e a prioridade clínica conforme os critérios definidos para o serviço.
Entre as situações previstas para encaminhamento estão a DTM com dor persistente ou recorrente que não apresente resposta satisfatória após pelo menos três semanas de manejo inicial; limitações persistentes dos movimentos da mandíbula relacionadas à DTM; episódios recorrentes de travamento; e bruxismo associado à DTM dolorosa ou a comprometimento funcional que exija avaliação especializada.
Esses critérios orientam o acesso à especialidade e não representam um prazo para que a pessoa procure ajuda. A avaliação na UBS deve ser buscada diante dos sintomas, para que a equipe identifique a necessidade de cuidado e a conduta apropriada para cada situação.
Quadros de dor de origem dentária ou de outras condições bucais receberão o direcionamento correspondente. Algumas situações também podem exigir tratamento odontológico prévio para viabilizar a abordagem especializada da DTM.
O acesso às vagas reguladas no CEO da UEL ocorrerá, portanto, a partir da avaliação e do encaminhamento pela UBS. A unidade básica continuará como referência para o usuário, mantendo o acompanhamento da saúde bucal em articulação com o serviço especializado.
Informação para reconhecer os sinais e buscar cuidado
Como apoio à orientação da população, o professor especialista Edwin Contreras elaborou um material educativo sobre DTM, com informações sobre sintomas, hábitos que merecem atenção e a importância da avaliação profissional.
O conteúdo orienta a observar dor, dificuldade para abrir a boca, desconforto ao mastigar e episódios de travamento. Também chama a atenção para hábitos como mascar chiclete por períodos prolongados, roer unhas, morder objetos e apertar os dentes durante o dia. A recomendação é evitar a automedicação e procurar a UBS para avaliação.
Foto: Prefeitura de Londrina







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