Secretaria de Saúde faz prestação de contas na Assembleia
- 24 de jun. de 2025
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24/06/2025
Audiência foi realizada na Comissão de Saúde Pública

O enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), a ampliação de leitos hospitalares e os avanços nas metas da saúde pública foram os principais temas apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) durante a audiência de prestação de contas na Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), realizada nesta terça-feira (24).
A estratégia de expansão da rede hospitalar foi um dos destaques. Ela tem sido fundamental no atendimento de pacientes com SRAG, especialmente no público infantil, que concentra a maior parte dos casos. Até o momento, a Sesa viabilizou a abertura de 151 novos leitos na rede pública, sendo 59 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 91 de enfermaria. As novas estruturas foram distribuídas em municípios estratégicos como Medianeira, Cascavel, Toledo, Apucarana, Palmas, Ponta Grossa, Campo Largo, Clevelândia, Arapongas e Pato Branco.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o Paraná enfrenta um cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios. Dados do Laboratório Central do Estado (Lacen) sugerem que 54% dos casos de vírus circulantes registrados em 2025 são de Influenza (27,1%) e vírus sincicial respiratório (22,04%).
“Temos reforçado a segurança e a importância da vacinação como principal medida de prevenção. A vacina é segura, eficaz e pode evitar complicações graves, internações e até mortes”, destacou o secretário.
Ele também alertou para os riscos das fake news que desestimulam a população a se vacinar. “Infelizmente, temos notado uma certa recusa pela vacinação que é turbinada pela disseminação de mentiras a respeito do processo de imunização. Enquanto gestores públicos, é nosso papel combater isso e reforçar a segurança e a importância da vacina", complementou.
Até o momento, o Paraná recebeu 4,3 milhões de doses da vacina contra Influenza, das quais cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários é apenas de 46,87%, com coberturas similares aos principais recortes deste grupo, como crianças (38,97%), gestantes (37,79%) e idosos (50,5%).
“A saúde é o principal desafio do gestor público, principalmente nesse período de agravamento das doenças respiratórias e de notícias falsas sobre a vacinação. O acompanhamento do trabalho realizado pela saúde estadual é fundamental para que tenhamos transparência nas ações que vêm sendo executadas pelo bem da população”, afirmou o presidente da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, Tercílio Turini.







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