Satélites ajudam a direcionar fiscalização contra desmatamento no Paraná
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04/09/2026
Durante a Operação Mata Atlântica em Pé 2026, alertas gerados por ferramentas de monitoramento foram usados

O uso de imagens de satélite e sistemas de georreferenciamento tem ampliado a capacidade de fiscalização de áreas com suspeita de desmatamento no Paraná. Durante a Operação Mata Atlântica em Pé 2026, alertas gerados por ferramentas de monitoramento foram usados pelo Instituto Água e Terra (IAT) para identificar alterações na cobertura vegetal e direcionar as equipes aos locais com indícios de irregularidades.
Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes, os dados obtidos remotamente passam por análise técnica antes da fiscalização presencial.
Sistemas como o MapBiomas e a Rede MAIS funcionam como uma primeira etapa do trabalho: apontam alterações na vegetação e ajudam os técnicos a definir onde a fiscalização deve ser concentrada. A confirmação, porém, ocorre em campo. Na operação realizada entre 17 e 27 de agosto, a atuação do IAT nas regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste resultou em 392 autos de infração, R$ 5,7 milhões em multas e na constatação de danos ambientais em mais de 760 hectares. Entre as irregularidades encontradas estão intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal, supressão de vegetação nativa e descumprimento de embargos.
Fiscalização
O gerente ressalta que a tecnologia não substitui a presença dos fiscais, mas permite ampliar a área monitorada e tornar as ações mais direcionadas. Segundo ele, o alerta indica uma possível alteração, a análise técnica orienta a fiscalização e a equipe em campo verifica se houve infração antes da aplicação das sanções previstas na legislação. No balanço completo da Operação Mata Atlântica em Pé no Paraná, que também reuniu outros órgãos ambientais e de segurança, cerca de 2 mil hectares foram fiscalizados e 445 autos de infração foram lavrados, somando R$ 14,2 milhões em multas.







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