Sandro Alex destaca contratação de mais de 300 delegados para Polícia Civil e defende continuidade de investimentos
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26/08/2026

O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, destacou nesta quarta-feira (26), em Curitiba, os avanços registrados pela Polícia Civil do Paraná nos últimos oito anos e defendeu a continuidade dos investimentos em efetivo, estrutura e valorização dos profissionais da segurança pública.
A declaração ocorreu durante reunião com representantes da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR) e do Sindicato dos Policiais Civis do Paraná (Sindipol-PR), que integram uma série de encontros da categoria com os candidatos ao Governo do Estado.
Segundo Sandro, o reforço de pessoal, aliado aos investimentos em viaturas, equipamentos, estrutura e ferramentas de alta tecnologia, contribuiu para elevar a capacidade de investigação e resolução de crimes no Paraná. “Nós melhoramos a carreira, valorizamos os profissionais e vamos continuar investindo para que esse trabalho avance. E, principalmente, tiramos os presos das delegacias. Essa medida foi fundamental para a classe”, afirmou.
O Governo Ratinho Junior (PSD) promoveu a maior contratação da história da Polícia Civil, com a incorporação de 1.710 servidores por meio do concurso, com 311 delegados, 1.237 agentes de polícia judiciária e 162 papiloscopistas. A PCPR também já contratou a banca examinadora para um novo concurso, previsto ainda para este ano. Atualmente, cerca de 50% dos delegados que atuam no Paraná foram contratados pela atual gestão estadual.
Os resultados aparecem nos índices de esclarecimento de homicídios. De acordo com dados do Instituto Sou da Paz, o Paraná tinha taxa de resolução de 12% em 2018, a menor do País, passando para 49% em 2019 e chegando a 72% em 2023, conforme a edição mais recente do levantamento. O índice é o maior entre os estados das regiões Sul e Sudeste e equivale ao dobro da média nacional, de 36%.
Dados internos da PCPR, que utilizam parâmetros semelhantes aos do FBI, apontam que o índice chegou a 100% em 2025. A metodologia considera, no mesmo ano, o número de casos ocorridos e o de casos solucionados, ainda que parte dos crimes solucionados tenha ocorrido em anos anteriores.
Durante a reunião, Sandro também destacou a modernização institucional da Polícia Civil. A nova Lei Orgânica da PCPR, que cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), organiza o Departamento de Operações Especiais (DOESP) e estabelece o Departamento de Inteligência Policial (DIP).
A legislação substitui o estatuto anterior, de 1982, e estrutura a corporação para ampliar a especialização no combate ao crime organizado, o uso de inteligência e a atuação em operações de alto risco.
“Nós não vamos parar. O avanço que tivemos na contratação de efetivo vai seguir e o paranaense não vê mais preso em delegacia de polícia. Nós construímos presídios, colocamos delegados em todas as delegacias e vamos continuar investindo”, afirmou Sandro.
Ele também destacou a redução de homicídios registrada no Estado e disse que a valorização dos profissionais e o combate à violência contra as mulheres estarão entre as prioridades. “O Paraná investe na segurança e quem manda aqui é a polícia, não é a criminalidade”, acrescentou.
Reconhecimento da categoria
O presidente da Adepol-PR, Adriano Chohfi reconheceu os avanços obtidos nos últimos anos, que de acordo com ele tiveram impacto direto na atuação da Polícia Civil, e defendeu a manutenção dos investimentos. “Tivemos um aumento significativo com a contratação de novos policiais civis, uma contratação histórica. Isso se reflete no índice de resolução de crimes no Paraná, que hoje é um dos mais altos do Brasil”, disse.
Já o presidente do Sindipol-PR, Luis Gustavo Timossi, ressaltou a evolução da Polícia Civil e a importância de manutenção de avanços conquistados nos últimos anos, sobretudo do diálogo da categoria com o governo do Estado e de uma gestão sem interferência política na atividade policial.
“Houve efetivamente uma evolução da Polícia Civil, que hoje conta com um efetivo maior e condições mais adequadas de trabalho, o que resultou no aumento e na eficácia das operações realizadas. Isso é uma construção que passa também por uma gestão técnica, voltada mais para os resultados”, afirmou.
Foto: Divulgação





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