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Sandro Alex coloca transição segura da Reforma Tributária entre prioridades do futuro governo

30 de set.
3 min de leitura

30/09/2026


O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, afirmou nesta quarta-feira (30) que a preparação do Estado para a Reforma Tributária será uma das primeiras medidas de sua gestão. Ele participou de um encontro com empresários no Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal/PR), ao lado dos candidatos ao Senado pela coligação A Mudança Continua, Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD).


Segundo ele, a transição do atual modelo, baseado principalmente no ICMS, para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) exigirá planejamento para preservar a capacidade de investimento e a competitividade do Paraná. “O desafio da Reforma Tributária é o meu primeiro assunto e o primeiro desafio, onde a Secretaria da Fazenda, a equipe econômica, vai planejar o Estado para essa transição, com responsabilidade financeira para não deixar o Paraná perder receita e ritmo de investimentos”, afirmou.

A Reforma Tributária do consumo já entrou em fase de implementação. Em 2026, IBS e CBS estão sendo testados, com alíquotas de 0,1% e 0,9%, respectivamente. A partir de 2027, começa a cobrança efetiva da CBS, que substituirá PIS e Cofins. A substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032, com a entrada em vigor integral do novo modelo prevista para 2033.


Na avaliação de Sandro, o momento exige atenção especial à arrecadação estadual, já que o ICMS será gradualmente substituído pelo IBS. Ele defendeu que o Paraná preserve sua saúde financeira durante a transição para continuar investindo em infraestrutura, educação, formação de mão de obra e atração de empresas.


“A responsabilidade do gestor, nesse momento, é não mexer nesse cálculo, porque vai ser a regra a partir do ano que vem. O Paraná hoje tem saúde financeira para não perder esse grande momento de desenvolvimento. Por isso, precisamos fazer esse processo de transição e, mais do que isso, ter apoio do Congresso em Brasília para ouvir as demandas dos estados e do setor produtivo”, disse.


Outro ponto destacado pelo candidato foi o impacto da reforma sobre os mecanismos tradicionais de incentivo fiscal utilizados pelos Estados para atrair investimentos. Com a mudança do sistema tributário, Sandro afirmou que o Paraná já iniciou esse planejamento para continuar atraindo grandes empresas e fomentar a economia regional.


Ele citou o Fundo Soberano do Paraná como uma das ferramentas para apoiar a atração de novos investimentos durante a transição. Sandro afirmou que pretende ampliar os recursos do fundo, que já se aproximam de R$ 2 bilhões e podem chegar a R$ 10 bilhões.


A proposta é utilizar a capacidade financeira do Estado, combinada com infraestrutura e qualificação profissional, para viabilizar novos empreendimentos mesmo com a redução do espaço para incentivos baseados no ICMS.


“Nós temos hoje um Fundo Soberano do Paraná e eu quero colocar cada vez mais recursos nele para que possa ser usado nessa nova realidade. Uma indústria quer vir para o Paraná? O Paraná pode entrar como parceiro para viabilizar aquele investimento”, explicou.


O candidato também defendeu que o Estado mantenha uma estratégia de investimentos em infraestrutura como parte da adaptação ao novo sistema tributário. “Infraestrutura, com formação de mão de obra, uma vez que temos a melhor educação do Brasil, e o Fundo Soberano, serão os diferenciais do Paraná. Por isso, vamos trabalhar junto com o setor produtivo para termos novas plantas de investimento no Paraná”, completou.


Sandro Alex destacou, ainda, que o Paraná possui cerca de mil Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs) com dispensa de licenciamentos, o maior número do País em um grande trabalho de desburocratização; tem o menor Simples Nacional do País, com 2,3%, enquanto a média no Brasil é de quase 3%; e tem uma das Juntas Comerciais mais rápidas, com o processo de abertura de empresas com tempo inferior a nove horas.

 

Foto: Divulgação


 
 
 

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