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Rússia liberta jogadora de basquete dos EUA em trocar de "senhor das armas"

  • 8 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

08/12/2022


Brittney Griner estava presa por portar substância com Canabis



A jogadora de basquete norte-americana Brittney Griner, presa em Moscou desde o início do ano, foi solta nesta quinta-feira (8), informou a Casa Branca.


Griner foi libertada em uma troca inédita de prisioneiros entre Rússia e Estados Unidos, que concederam liberdade ao ex-integrante do exército russo Viktor Bout, apontado como um dos maiores traficantes de armas do mundo (leia mais abaixo sobre Bout).


A atleta foi condenada pela Justiça russa após ser presa por porte ilegal de óleo de cannabis ao entrar no aeroporto de Moscou, em março. Viktor Bout estava na prisão norte-americana havia dez anos, para o cumprimento de 25 anos de prisão por conspirar para vender armas que seriam usadas contra os EUA.


De acordo com Washington, nesta quinta, Griner já estava sob custódia de autoridades dos Estados Unidos a caminho do país. Agências de notícias russas informaram que a troca de prisioneiros ocorreu no aeroporto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde Griner chegou de Moscou em um voo privado, acompanhada de autoridades russas.


O governo dos Emirados Árabes Unidos afirmou que intermediou as negociações. O Ministério das Relações Exteriores russo confirmou que trocou a estrela do basquete norte-americano pelo cidadão russo Viktor Bout.


O presidente Joe Biden anunciou a libertação da jogadora ao lado da esposa dela, em um pronunciamento na Casa Branca. Os dois chegaram a ser fotografados durante uma conversa, por telefone, com a atleta.


"Ela está segura, está em um avião, está voltando para casa depois de meses sendo detida injustamente na Rússia, mantida sob circunstâncias intoleráveis. Este é um dia pelo qual trabalhamos há muito tempo. Nunca paramos de pressionar por sua libertação", declarou.


Campeã da NBA norte-americana, Griner havia sido condenada a nove anos de prisão, uma pena que Washington chamou de arbitrária. Desde o julgamento, o governo norte-americano negociava com Moscou uma troca de prisioneiros para conseguir libertar a atleta, que também jogava em uma equipe da Rússia.

 
 
 

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