Roda de conversa debate inclusão e permanência de autistas no Ensino Superior
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22/04/2026

O que as instituições de ensino superior estão fazendo para melhorar o acesso e a permanência de estudantes com autismo nos cursos de graduação que escolheram foi um dos assuntos abordados na roda de conversa promovida, nesta quarta-feira (22/4), pelo Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD). O evento marcou o encerramento das atividades pelo mês dedicado ao autismo no departamento, que é um serviço da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).
O bate-papo reuniu três especialistas convidados, educadores, estudantes das áreas de pedagogia e comportamento, além de familiares de pessoas com autismo. Entre os participantes estava a psicóloga Fernanda Peixoto, que é supervisora do Setor de Integração e Acolhimento da Estudante (Siae) da Universidade Positivo.
Segundo Peixoto, a instituição tem cerca de 300 estudantes com deficiências. Destes, cerca de 100 apresentam TEA e 60% conseguem concluir a graduação. A escola também tem dois professores com o diagnóstico. “Os demais estudantes têm um olhar mais acolhedor para esses colegas do que no passado, enquanto os professores estão mais atentos”, diz.
Estratégias
Para garantir o sucesso desse público, a universidade instituiu dois Grupos de Desenvolvimento de Habilidades Sociais. “São grupos pequenos, de no máximo seis participantes cada, que treinam as habilidades de relacionamento necessárias para demonstrar o sucesso da aprendizagem. Isso é importante porque não basta dominar conteúdos e práticas, é vital saber lidar com colegas, equipes e pacientes ou clientes do futuro profissional. Nesse aspecto, não é incomum encontrar quem tenha dificuldades e coloque a formatura em risco se não se prepararem”, conta.
Outra alternativa para auxiliar o desempenho acadêmico dos estudantes com esse perfil, observa a especialista, são as provas assistidas. Elas são realizadas em salas separadas, com a presença de aplicadores e, se necessário, com o auxílio de recursos para facilitar o entendimento das questões e a forma de respondê-las.
Também participaram da roda de conversa a psicóloga e pedagoga Camila Mantovani Ozório, que coordena o Núcleo de Apoio Didático-pedagógico, Psicossocial, Inclusão e Acessibilidade das Faculdades Pequeno Príncipe, e o psicólogo Bruno Henrique dos Santos Pereira, que coordena e dá aulas no curso de Psicologia da Faculdade de Estudos Sociais do Paraná (Fesp), entre outras instituições de ensino superior.
Foto: Levy Ferreira/SECOM







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