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Retirada de ostras em Guaratuba é suspensa por nível de toxinas acima do limite

há 1 hora
2 min de leitura

27/10/2026


 Pablo Aqsenen / Adapar
 Pablo Aqsenen / Adapar



A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) determinou a suspensão temporária da retirada de ostras destinadas ao consumo humano nas áreas de cultivo afetadas no município de Guaratuba, no Litoral paranaense.


A decisão foi tomada após análises laboratoriais identificarem concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite máximo permitido para consumo humano. As informações constam na Nota Técnica 03/2026, do Departamento de Saúde Animal da Adapar, divulgada em 23 de outubro.


Os resultados foram obtidos no âmbito do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS). A substância é uma toxina produzida pela microalga Dinophysis, que pode se acumular em moluscos bivalves, como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões. O consumo de produtos contaminados pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.


O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, o veterinário Cláudio Cesar Sobezak, explica a importância da medida sanitária e fala sobre os próximos passos até a normalização da situação.


Segundo ele, a medida se deve a uma floração de uma alga que produz uma toxina que se acumula nesses moluscos bivalves e é uma medida de saúde pública.


“A Adapar já fez a comunicação aos serviços de saúde municipais e estadual também. Vamos aguardar os próximos resultados de coletas nas próximas 72 horas. Continuaremos monitorando a cada período até que os níveis voltem à normalidade e a população possa consumir esses moluscos de forma mais segura”.


O veterinário também esclarece que não há motivo para preocupação e alerta aos cuidados.


“Não precisamos nos preocupar, mas a população deve evitar comer esses moluscos, que podem ter comercialização clandestina e as pessoas às vezes não sabem que podem, na verdade, se contaminar também e passar por uma situação de saúde indesejável”.


A suspensão vale para as áreas oficialmente identificadas nos atos de interdição e permanece vigente até que os resultados do monitoramento laboratorial e os procedimentos de desinterdição previstos na legislação permitam a retomada da atividade.


As demais áreas de produção monitoradas continuam sujeitas à avaliação sanitária regular, e a situação de retirada de cada uma depende dos resultados oficiais do programa.


MONITORAMENTO – A Adapar faz o monitoramento sanitário de moluscos bivalves no litoral paranaense desde 2024, por meio de coletas periódicas de amostras de água e de moluscos.


O objetivo é identificar precocemente riscos à saúde pública e garantir a qualidade sanitária dos produtos destinados ao consumo. Nas áreas afetadas, o monitoramento será intensificado, com novas coletas para avaliar as concentrações de ficotoxinas.


A autarquia continuará acompanhando a ocorrência e divulgará novas informações sobre a situação sanitária e a eventual liberação das áreas afetadas.


 
 
 

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