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Renan Santos entra no Senado com pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

03/09/2026


Reprodução/Colagem GP1
Reprodução/Colagem GP1



O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) entrou, no Senado Federal, com dois pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Morais.


Os dois documentos se juntam aos outros 109 pedidos de impeachment acumulados no Senado, conforme declarado nesta semana pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Ambos os pedidos se fundamentam nas revelações recentes e dizem que, caso confirmadas, podem indicar a existência de uma relação de favorecimento envolvendo os dois ministros e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.


No pedido de impeachment de Toffoli, o candidato menciona que fundos ligados a empresas do banqueiro haviam repassado ao menos R$ 35 milhões ao resort Tayaya, da família do ministro.


Já o pedido que menciona Moraes cita a revelação que mostrou que a esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, teria firmado contrato com Vorcaro, além das trocas de mensagens entre o ministro e o banqueiro.


"O ministro Alexandre de Moraes funcionava como uma espécie de sócio de Daniel Vorcaro", diz o documento.


Primeiro, o candidato pede o processamento do pedido, com uma posterior constituição de Comissão Especial para realizar um parecer sobre as denúncias apresentadas.


A partir disso, pede a admissão das denúncias e a instauração do processo de impeachment, conforme as regras regimentais.


A aprovação de pedido de impeachment contra ministro do STF é algo sem precedentes na história da política brasileira. O presidente do Senado possui a competência de despachar as proposições legislativas e é quem deve encaminhar o pedido à Advocacia do Senado, que faz uma avaliação técnica da proposta antes da análise pela Comissão Diretora da Casa.


Depois, a petição poderá ser encaminhada para deliberação dos senadores e seguir o mesmo rito do impeachment de um presidente da República, conforme previsto na Lei que define os crimes de responsabilidade e regula seus processos de julgamento.


Nesta quarta-feira, 3, em entrevista ao podcast Flow, Renan Santos aumentou o tom e afirmou que Alcolumbre "está envolvido no escândalo do Banco Master até o pescoço". Além disso, chamou o amapaense de "bicho ignorante e corrupto" e que os pedidos de impeachment não caminharam ainda apenas por sua causa.


"Esse cara é um cínico. Como é que esse cara pode ser presidente do Senado? Como é que os outros senadores votaram naquela figura abjeta?", disse. Alcolumbre foi procurado, mas ainda não se pronunciou. (Estadão Conteúdo).


 
 
 

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