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Ratinho Junior apresenta potencial econômico do Paraná à Associação Brasileira de Bancos

  • há 32 minutos
  • 5 min de leitura

04/03/2026


O governador Carlos Massa Ratinho Júnior participou nesta quarta-feira (4) da terceira edição do Diálogo ABBC, promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Ele falou para um público formado principalmente por especialistas no sistema financeiro.


Logo no início, o governador destacou que o primeiro passo adotado pela sua gestão em relação à economia foi a identificação das potencialidades de cada região do Paraná. Disse que o mesmo deveria ser feito em nível nacional, para que o Brasil encontre e explore melhor suas vocações. O mesmo vale para a construção de políticas públicas de longo prazo, item importante no planejamento estadual.


“Os países que deram grandes saltos econômicos e sociais são aqueles que souberam identificar suas vocações. No Paraná, fomos buscar aquilo que sabemos fazer bem e estruturamos políticas para transformar essas vantagens em crescimento econômico. Temos que explorar bem aquilo que sabemos fazer de melhor”, afirmou.


Dentro desse raciocínio, ele sugeriu o agronegócio como potencial que precisa ser melhor explorado no país, usando como exemplo o que vem sendo feito no Paraná. Ratinho Junior ressaltou a estratégia adotada de industrializar a cadeia do agronegócio, em um modelo construído em parceria com as cooperativas do Estado, que estão entre as maiores do país. O objetivo de transformar o Estado no supermercado do mundo caberia também para o Brasil como um todo. “Mas não basta produzir alimentos. Tem que industrializar, exportar produtos com maior valor agregado e gerar riqueza dentro do País. Esse é o caminho para aumentar renda, empregos e competitividade internacional”, resumiu o governador.


No Paraná, a iniciativa transformou o perfil da produção paranaense, que passou de fornecedora apenas de matéria-prima a polo de agregação de valor. Como resultado, apesar de ser o segundo maior produtor de grãos do país, o Paraná registra déficit no mercado interno, um reflexo da elevada demanda gerada por sua própria agroindústria de carnes, lácteos e alimentos processados.


No encontro, Ratinho Junior apresentou os principais eixos da gestão estadual, enfatizando os investimentos em infraestrutura e as iniciativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios. No Estado, mais de mil atividades não precisam de alvará e o tempo médio de abertura de empresas é de cerca de apenas oito horas. Nesse tópico, o governador reforçou que para atrair multinacionais e novos empreendimentos de peso é preciso ter primeiro segurança jurídica e econômica.


“Nenhum investidor vai trazer seu negócio para um mercado em que não se sinta protegido juridicamente. É preciso diminuir a burocracia. Quando o Estado para de atrapalhar quem quer produzir, a economia cresce. No Paraná, somos os líderes do ranking nacional de liberdade econômica”, falou Ratinho Junior. “Assim conseguimos quase R$ 400 bilhões em novos investimentos privados no Paraná em sete anos, o que nos fez passar da quinta para a quarta maior economia do Brasil”, complementou.


Outro ponto apontado como potencial aliado para a busca de novos investimentos e fortalecimento da economia é a exploração de novas fontes de energia e a universalização do serviço de qualidade. O Paraná é uma referência em uso de fontes renováveis de produção energética, acumulando resultados expressivos na transição para uma economia de baixo carbono por meio de políticas públicas voltadas à geração de energia limpa no campo, nas cidades e na indústria.


A ampliação da matriz solar e de biogás, a expansão das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e a instalação do maior parque eólico da Região Sul consolidam o protagonismo paranaense em sustentabilidade e segurança energética. Uma agenda que tem se traduzido em investimentos e inovação tecnológica.


O programa RenovaPR, por exemplo, é um dos principais marcos da política estadual de incentivo à energia limpa. Voltado à geração de energia solar e biogás no campo, o programa já mobilizou cerca de R$ 5,8 bilhões em investimentos e resultou na instalação de 38 mil novas usinas de geração distribuída em propriedades rurais. O volume equivale a mais de 1 gigawatt de potência instalada – energia suficiente para abastecer uma cidade de 2 milhões de habitantes.


INFRAESTRUTURA – A modernização da infraestrutura não se restringe à geração de energia. Essa medida também foi uma das principais apostas para transformar o Estado em centro logístico da América do Sul, com o objetivo de atrair novos empreendimentos, especialmente internacionais. O Porto de Paranaguá se tornou referência nacional de eficiência, classificado como o melhor do país por seis anos consecutivos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Em 2025, superou pela primeira vez a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas.


O local já tem melhorias previstas que vão impactar diretamente nestes números. O Moegão está prestes a entrar em funcionamento, podendo receber até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano. A construção do píer em T aumentará a capacidade de exportação, movimentando até 8.000 toneladas por hora. E a concessão do canal da Galheta por 25 anos vai culminar na chegada de navios de maior porte.


Ainda com relação ao transporte, a concessão dos aeroportos de Curitiba (Afonso Pena e Bacacheri), de Foz do Iguaçu e de Londrina contribuíram para impulsionar a economia e o turismo. O turismo bateu recorde em 2025, com 1.064.416 turistas internacionais passando pela região, fazendo do Paraná a quarta principal porta de entrada de turistas estrangeiros no Brasil. Com a criação do Viaje Paraná, órgão oficial de fomento do turismo, o Estado tem participado de feiras e eventos no mundo todo para apresentar seus atrativos a potenciais viajantes e investidores. O turismo corresponde a cerca de 8% do PIB estadual.


DIÁLOGO ABBC - A participação do governador foi acompanhada por presidentes e diretores de instituições financeiras associadas; representantes do Banco Central do Brasil, Ministério da Fazenda e Congresso Nacional; economistas, analistas e formadores de opinião especializados no sistema financeiro.


“Dialogar com o setor produtivo é fundamental para gerar desenvolvimento econômico. A ABBC tem papel fundamental para o País, reunindo bancos de todos os portes e estados. Ouvir os empresários é importante para estabelecer pontes. Apresentei um pouco do Paraná, as iniciativas que implementamos e a cultura que ajudou o Estado a se tornar a quarta maior economia do Brasil”, declarou Ratinho Junior.


“O debate qualificado com gestores públicos permite ao setor avaliar com maior precisão cenários fiscais e regulatórios, aprimorar a gestão de riscos e contribuir de forma técnica para a construção de políticas públicas que promovam estabilidade e crescimento sustentável”, destacou o CEO da ABBC, Leandro Vilain.


O Diálogo ABBC é uma iniciativa institucional lançada em 2025 pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). O evento reúne autoridades, executivos do setor bancário e representantes regulatórios para debater temas centrais da agenda econômica, fiscal e regulatória do País, promovendo a troca de ideias e informações entre os líderes públicos e os integrantes do sistema financeiro brasileiro.


O objetivo da ABBC, fundada em 1983, é atuar na interlocução com o Banco Central e o Congresso Nacional, com foco em inovação, competitividade, inclusão financeira e segurança regulatória. Atualmente, a associação representa mais de 115 instituições financeiras. A lista inclui bancos de pequeno e médio porte; cooperativas de crédito; fintechs; Sociedades de Crédito Direto (SCD) e de Empréstimo entre Pessoas (SEP); e instituições de pagamento e financeiras digitais.

 

 

 

Foto: Jonathan Campos/AEN


 
 
 

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