R$ 2,3 milhões por trimestre: como a recuperação de crédito automatizada virou centro de receita
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26/08/2026

A inadimplência sempre foi tratada como um problema de retaguarda: acontece, registra-se, cobra-se, provisiona-se. O custo dessa passividade aparece diluído no resultado e, por isso, raramente vira prioridade de investimento Nesse cenário, a recuperação de crédito, quando automatizada e conectada aos dados de uso do cliente, se comporta como um centro de receita.
Da retaguarda ao centro de receita
Os números do ecossistema da OmniAI ilustram a tese. Dados da empresa mostram que a recuperação automatizada de crédito devolve R$ 2,3 milhões por trimestre às operações que rodam na plataforma, com o faturamento e a recuperação geridos a partir do uso real de cada cliente. Ou seja, não foram usadas réguas genéricas de cobrança.
O momento certo de agir
A diferença técnica está no momento e no contexto da abordagem. No modelo tradicional, a cobrança reage ao atraso. No modelo orquestrado, o sinal aparece antes: a queda de uso, o padrão de suporte, o comportamento de pagamento formam um quadro que permite agir na janela em que a recuperação é mais provável e menos desgastante para a relação.
"Cobrança genérica trata o bom cliente como devedor e o devedor como bom cliente. Quando a régua é o uso real, a empresa cobra menos, recupera mais e preserva a relação", afirma Carlos Guerra Jr., CEO da OmniAI.Um deslocamento contábil
O impacto agregado aparece no indicador que resume o caso de negócio: retorno médio de 3,5 vezes sobre o investimento em IA entre as empresas do ecossistema, segundo a OmniAI. Para o mercado, o foco é o deslocamento contábil, muito mais do que uma ferramenta específica. Quando a operação flui sem silos, funções inteiras trocam de lado no demonstrativo, e a cobrança, historicamente o patinho feio do back-office, pode ser a primeira delas.
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Crédito: Estadão Conteúdo
Foto: O Globo







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