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Quem cuida de todo mundo também precisa ser cuidada: Curi propõe ampliar atenção à saúde e à proteção das mulheres

há 1 hora
5 min de leitura

29/09/2026


Plano de Alexandre Curi para o Senado reúne propostas para aproximar exames e especialistas das pacientes, fortalecer hospitais do interior, ampliar creches e garantir estrutura para mulheres que precisam romper ciclos de violência Cuidar dos filhos, acompanhar os pais idosos, trabalhar, administrar a casa, resolver os problemas da família e, muitas vezes, deixar a própria […]


Plano de Alexandre Curi para o Senado reúne propostas para aproximar exames e especialistas das pacientes, fortalecer hospitais do interior, ampliar creches e garantir estrutura para mulheres que precisam romper ciclos de violência


Cuidar dos filhos, acompanhar os pais idosos, trabalhar, administrar a casa, resolver os problemas da família e, muitas vezes, deixar a própria saúde para depois. A sobrecarga que faz parte da rotina de muitas mulheres também precisa entrar na agenda das políticas públicas.


Para Alexandre Curi (Republicanos), candidato ao Senado, cuidar das mulheres exige olhar para diferentes momentos da vida e, principalmente, fazer os serviços chegarem mais perto de quem precisa. “Se não cuidamos de quem cuida, falhamos como Estado”, afirma Curi.


A proposta defendida por ele reúne saúde, prevenção, maternidade, primeira infância, proteção contra a violência e autonomia financeira. Parte dessas políticas já avançou no Paraná durante sua atuação na Assembleia Legislativa. Outras estão entre os compromissos que pretende levar ao Senado.


Um dos principais pontos do plano de mandato de Curi é fortalecer a regionalização da saúde. Na prática, a proposta é ampliar a capacidade de atendimento dos hospitais do interior para que exames, consultas com especialistas, cirurgias e tratamentos de maior complexidade possam ser realizados mais perto da residência das pacientes.


O plano prevê priorizar recursos federais para a alta complexidade regionalizada, incluindo áreas como oncologia, cardiologia, neurologia e urgência, além do fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos.


A medida pode ter impacto especial sobre as mulheres que acumulam responsabilidades familiares e encontram dificuldade para se deslocar repetidamente a grandes centros em busca de atendimento.


Curi também defende financiamento federal mais estável para o SUS e a atualização dos valores pagos pelos procedimentos. “O papel do senador, aqui, é assegurar que o financiamento federal chegue, seja estável e não penalize quem já organizou a sua casa”, afirma.


Para ele, fortalecer a estrutura hospitalar regional também é uma forma de reduzir filas. “Filantrópica que fecha as portas não devolve o paciente ao SUS: devolve à fila.”


Uma legislação que acompanha diferentes fases da vida da mulher


A atenção à saúde feminina também ganhou espaço no Código Estadual da Mulher Paranaense, aprovado pela Assembleia Legislativa e transformado em lei em 2024.


Construído inicialmente a partir de uma iniciativa da Bancada Feminina e posteriormente ampliado com a participação de outros parlamentares, o Código consolidou 99 normas que estavam dispersas na legislação estadual.

O documento reúne direitos relacionados à saúde, maternidade, trabalho, proteção social, autonomia e enfrentamento à violência contra a mulher. Desde sua criação, continua recebendo novas políticas e direitos.


Uma das atualizações trata de um período da vida feminina que durante muito tempo recebeu pouca atenção das políticas públicas: o climatério.

A legislação passou a estabelecer como prioridade a atenção à saúde nessa fase, prevendo campanhas de informação, assistência às mulheres, estímulo a pesquisas e produção de dados.


A lógica, para Curi, é que a política de saúde acompanhe a mulher durante toda a vida, da maternidade ao envelhecimento, sem tratar questões específicas da saúde feminina como problemas que ela deve enfrentar sozinha.


Creche também é autonomia para a mulher


Outro ponto que Curi relaciona diretamente à qualidade de vida das mulheres é a oferta de creches.


A Assembleia participou da ampliação da rede estadual de primeira infância com R$ 100 milhões provenientes de economias do Legislativo para a construção de 300 creches em 258 municípios. O investimento foi anunciado quando Curi ocupava a primeira-secretaria da Casa.


Para ele, uma vaga na educação infantil não beneficia apenas a criança.


“Creche é educação, mas também significa tranquilidade para uma mãe ou um pai poder trabalhar sabendo que o filho está sendo bem cuidado. Quando investimos na primeira infância, estamos cuidando da criança e ajudando toda a família”, afirma Curi.


No plano para o Senado, ele propõe buscar mais recursos federais para ampliar as vagas em creches e fortalecer programas de acompanhamento da gestante e da criança.


A proposta dialoga especialmente com mulheres que precisam conciliar maternidade e trabalho. Sem uma rede de cuidado disponível, muitas mães enfrentam dificuldades para permanecer ou retornar ao mercado de trabalho.


Cuidar também significa proteger


A política para as mulheres defendida por Curi também passa pela segurança. Em 2013, ainda como deputado estadual, ele propôs ao Governo do Paraná a criação de uma Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica Contra a Mulher, defendendo acompanhamento especializado das vítimas como forma de prevenir novas agressões.


Mais recentemente, participou de iniciativas que ampliaram essa rede. Uma delas resultou na legislação que regulamentou o acesso das mulheres ao spray de extratos vegetais para autodefesa. A norma prevê inclusive a possibilidade de fornecimento gratuito pelo Estado para vítimas de violência doméstica protegidas por medida protetiva.


Curi também é um dos autores da proposta que estabelece atendimento preferencial por servidoras mulheres às vítimas de crimes nas delegacias.


Na impossibilidade, o atendimento deverá ser feito por profissional capacitado para acolhimento humanizado. “Para mulheres vítimas de crimes, o comparecimento à delegacia pode ser um momento de fragilidade física e emocional. Nesse sentido, a lei pretende evitar novos desconfortos e constrangimentos, proporcionando um ambiente mais adequado para que elas se sintam seguras em relatar aquilo que é necessário às autoridades”, justificou Curi ao apresentar a proposta.


Proteção precisa chegar aos municípios


Durante a gestão de Curi na presidência da Assembleia, também avançou a interiorização das Procuradorias da Mulher.


A estrutura oferece orientação e atendimento jurídico, psicológico e social e articula a rede de proteção nos municípios. Quando Curi assumiu a presidência, eram 113 procuradorias municipais; posteriormente, a rede ultrapassou 200 unidades. Somente no primeiro semestre de 2025, a Procuradoria da Mulher da Assembleia realizou 1.313 atendimentos presenciais e remotos.


A intenção é fazer com que uma mulher do interior não precise estar em Curitiba para encontrar orientação e acesso à rede de proteção.


Do auxílio-aluguel ao emprego: condições para recomeçar


No plano de mandato para o Senado, Curi pretende ampliar essa lógica com participação financeira do Governo Federal. Uma das propostas é criar um modelo de cofinanciamento federal da rede de proteção às mulheres, ajudando estados e municípios a manter atendimento especializado 24 horas, casas de acolhimento, centros de referência e patrulhas especializadas.


O plano também prevê ampliar o uso de tecnologia, incluindo monitoramento eletrônico de agressores e mecanismos capazes de alertar a vítima diante de situações de risco.


Mas a proposta vai além da segurança física.


Para mulheres com medida protetiva, Curi defende políticas que combinem auxílio-aluguel, acesso a vagas em creches, serviços de cuidado, qualificação profissional e microcrédito.


A lógica é enfrentar uma das dificuldades encontradas por quem tenta romper definitivamente uma relação violenta: conseguir reconstruir a própria vida com segurança financeira e condições para cuidar dos filhos. “Proteger as mulheres não é tarefa apenas institucional: é dever moral”, registra o plano de mandato.


Para Curi, a próxima etapa é conectar essas diferentes políticas. Uma mulher que precisa viajar horas para realizar um exame enfrenta um problema de saúde, mas também de acesso. Uma mãe que não encontra creche pode perder uma oportunidade de emprego. Uma vítima de violência que depende financeiramente do agressor pode encontrar mais dificuldade para romper o ciclo. E uma mulher que passa anos cuidando dos outros pode chegar ao climatério ou ao envelhecimento sem ter recebido a atenção adequada à própria saúde.


É essa visão integrada que Curi afirma querer levar ao Senado: buscar recursos para aproximar a saúde das pacientes, ampliar creches, fortalecer a rede municipal de proteção e criar condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam reconstruir suas vidas.

 

 

Foto: Divulgação


 
 
 

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