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Proteção da infância e da adolescência reúne a comunidade do Boqueirão e Bairro Novo

há 8 horas
2 min de leitura

03/11/2026



Cerca de 150 pessoas lotaram o auditório da Rua da Cidadania do Boqueirão, nesta terça-feira (03/11), para o primeiro dos cinco encontros preparatórios à 11ª Conferência da Criança e do Adolescente de Curitiba, em dezembro. O tema dos eventos deste ano é o “Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos e da Democracia Participativa”.


Participaram representantes das regionais Bairro Novo e Boqueirão, sob a coordenação da presidente do Comtiba (Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba) e diretora do Departamento da Criança, Adolescente e Migrante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH), Michelle Taís Faria Feliciano.


“Nosso objetivo é que crianças, adolescentes, assim como os responsáveis por eles, dominem o significado prático dos direitos do segmento e saibam como agir para garantir que eles sejam cumpridos”, disse.


Cada encontro reunirá representantes de duas Regionais com a tarefa de esboçar propostas e indicar delegados para a etapa municipal.


Representatividade


As pré-conferências do segmento reúnem pessoas que atuam em órgãos de governos, organizações da sociedade civil, sistema de justiça e movimentos sociais, além de gestores e servidores do segmento, conselhos tutelares, Fórum da Criança e do Adolescente e as estrelas das pré-conferências: as crianças e os adolescentes, que formarão metade dos 400 delegados eleitos para a etapa municipal.


Entre o público de 9 a 17 anos estão meninas e meninos matriculados na rede de ensino, atendidos pelos serviços públicos, representantes da diversidade social (como pessoas com deficiência, LGBTQIA+, migrantes, indígenas, pessoas em situação de rua) e em cumprimento de medidas socioeducativas.


Nova geração


Enzo Nascimento, de 9 anos, estuda na Escola Municipal Nivaldo Braga e participou pela primeira vez de uma pré-conferência. “Por que a gente está aqui? Por causa dos direitos das crianças, como saúde, alimentação e lazer”, contou, com calma.


Apesar da pouca idade, ele já está conectado com um tipo de desafio social a ser resolvido pelo poder público em parceria com a sociedade da qual ele sabe que faz parte. “Não devia ter criança morando na rua e sem escola”, disse o estudante, que quer saber como ele pode ajudar a resolver o problema.


Alerta


Supervisora de uma empresa de asseio e conservação e estabelecimentos de saúde que emprega 120 mulheres, Tatiane Cabral resolveu aceitar o convite para a pré-conferência. O motivo é a convivência com várias colaboradoras que precisam lidar com um tipo de diversidade diagnosticada nos filhos: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Também temos interesse em entender melhor o papel dos Conselhos Tutelares (CT). Creio que com informação é possível entender melhor o problema e ajudar essas mulheres”, observou.


O fortalecimento dos CT é um dos seis eixos de debate das pré-conferências, que também estão discutindo sobre o aprimoramento do controle social e fortalecimento da participação social; promoção da convivência familiar e comunitária; prevenção e enfrentamento das violências; prevenção e erradicação do trabalho infantil e proteção do adolescente no trabalho; e aprimoramento da execução das medidas socioeducativas.


Presenças


Também estiveram presentes as administradoras regionais do Bairro Novo, Veridiana Maranho, e do Boqueirão, Maria do Perpétuo Socorro Rassy Teixeira Manfron, além do assessor dos Conselhos Tutelares, José Ronaldo de Avellar Junior.

 

Foto: L. Cruz Ferreira/SECOM


 
 
 

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