Por chamada de vídeo, estudantes de Curitiba conhecem estação brasileira na Antártica
02/10/2026

Os estudantes da Escola Municipal Walter Hoerner, no bairro Mossunguê, tiveram a oportunidade de conhecer a Estação Antártica Comandante Ferraz e o trabalho desenvolvido por militares e cientistas no continente gelado por chamada de vídeo ao vivo, viabilizada em parceria com a TIM, na manhã desta sexta-feira (2/10).
A “live” foi conduzida na Antártica pelo capitão da Marinha, Felipe Cardoso de Araujo, comandante da estação brasileira, e acompanhada por todos os estudantes da escola, em especial pela turma do 5º ano, selecionada para participar do projeto-piloto desenvolvido em Curitiba e que será levado a outras escolas do Brasil.
O secretário Municipal da Educação, Paulo Schmidt, acompanhou a conexão online e agradeceu a oportunidade de abrir em Curitiba o projeto-piloto da iniciativa.
“Essas parcerias nos abrem enormes oportunidades e nos permitem chegar onde não chegaríamos sozinhos. O diferencial desta sala de aula hoje é o uso da tecnologia a favor da educação. Espero que essa experiência influencie muitos dos nossos estudantes a se tornarem cientistas ou profissionais da Marinha como os que estão na estação na Antártica”, disse Paulo Schmidt.
Responsável pela conexão 5G na estação brasileira, a TIM propôs o projeto Antártica nas Escolas para dar visibilidade ao protagonismo científico do Brasil no continente. Segundo o diretor institucional da TIM, Cleber Affanio, o objetivo é promover a aproximação da ciência e da educação através da tecnologia.
“O Brasil é protagonista na Antártida, tem uma estação moderna, com pesquisas muito relevantes para nós e para o planeta, e infelizmente poucos brasileiros sentem orgulho desse trabalho que é tão bonito. Então, nossa ideia é que mais brasileiros conheçam o trabalho e se orgulhem dele”, declarou Affanio, revelando que a intenção é levar a experiência de Curitiba a muitas outras escolas.
Numa provocação à equipe da Escola Walter Hoerner e aos estudantes, o secretário estimulou que a experiência seja ampliada conectando as escolas de Curitiba com outras escolas do mundo.
“Vocês podem contar como foi conhecer a estação antártica por vídeo, falar da pesquisa realizada para participar desse projeto e também desenvolver pesquisas com outras escolas, abordando a questão climática e ambiental, por exemplo”, convidou Schmidt.
A ideia foi bem recebida e a semente foi lançada para novos projetos, que, de acordo com orientação do secretário, podem ser desenvolvidas com cidades do C 40, uma aliança de quase 100 grandes cidades do mundo pelo combate às mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável, cujo vice-presidente na América Latina é o prefeito Eduardo Pimentel.
Pesquisa e maquete
Antes do dia de conexão online, a turma de 22 estudantes de 5º ano da professora Eliane Bastos se debruçou sobre o continente da Antártica, se preparando para conhecer a estação e as particularidades da vida dos cientistas e militares.
“Eles ficaram animados pela oportunidade e fizemos pesquisas utilizando a tecnologia que temos na escola, como os óculos 3D, para fazerem uma visita virtual à Antártica. Pesquisaram fauna, flora e, a partir daí, foram trazendo suas curiosidades que nós transformamos todas em pesquisa”, contou a professora regente.
O resultado do trabalho em sala de aula foi transformado em exposição e numa maquete construída pelos estudantes. Segundo a professora, a turma fez um texto coletivo com a pesquisa realizada e, a partir de agora, com a experiência online, o trabalho terá continuidade unindo todos os componentes curriculares, seja ciência, língua portuguesa, matemática, arte, entre outras.
Tour ao vivo
Com um dia claro e bonito na Antártica, o comandante Felipe começou a visita à estação pelo lado de fora e convidou os estudantes a conhecer cada espaço utilizado pelas esquipes de cientistas e da Marinha. Contou curiosidades da rotina, como o fato de que todos os profissionais estão na escala do rancho e da limpeza.
O tour percorreu dos quartos aos laboratórios, da barbearia à cozinha e ao paiol (como é chamada a grande dispensa). O comandante respondeu perguntas dos estudantes e contou que a equipe recebe cartas e desenhos de muitas crianças brasileiras, convidando a Escola Walter Hoerner a também contar o que achou da experiência do projeto.
Foto: Levy Ferreira/SECOM







Comentários