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Políticos buscam acordão entre Poderes para frear investigações em ano eleitoral

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • há 50 minutos
  • 2 min de leitura

03/02/2026


Principal articulação envolve Centrão e ala do PT


Está em curso uma tentativa de acordão em Brasília. A costura envolve representantes do governo, do Congresso e do Judiciário, cada parte com a sua pauta.

 

Com a volta de parlamentares e ministros do STF ao trabalho, é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações em curso, como as que tratam do Banco Master e dos desvios de emendas e verbas parlamentares.

 

A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas.

 

O blog apurou que, nos bastidores, a principal articulação em curso no Congresso passa por uma troca direta entre dois focos sensíveis de investigação:

 

de um lado, a não prorrogação da CPI do INSS, que deve ir até o fim de março e hoje preocupa o núcleo político do governo e petistas.

de outro, a tentativa de barrar a instalação da chamada CPI do Master, defendida por líderes do Centrão.

A possível troca, segundo interlocutores, está sendo costurada entre dirigentes do Centrão e setores do PT, num movimento para reduzir frentes de desgaste simultâneas e minimizar os riscos políticos.

 

Na busca por um acordão, cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado por investigações sobre emendas, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição.

 

E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6x1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF.

 

Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa.

 

Outro ponto de preocupação no governo — das alas que defendem um acordão — é com as investigações sobre fraudes no INSS e como isso poderá atingir o grupo político de Lula.

 

Nos bastidores, políticos tentam costurar um acordo para que essas investigações no Congresso não andem. Em troca, investigações que podem atingir parlamentares do Centrão seriam freadas.

 

A dificuldade, nesses casos, é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção.


 
 
 

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