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Polícia Federal prende 14 por lavagem de R$ 20 bi em rede de postos do PCC

  • 28 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

28/08/2025


A Operação Tank apura lavagem de dinheiro do crime organizado


Um grupo que usava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico de drogas é alvo de 57 ordens judiciais nesta manhã de quinta, 28 de agosto. A organização ligada ao movimentou mais de R$ 20 bilhões em 46 postos de combustíveis em Curitiba e região. A Operação Tank apura lavagem de dinheiro do crime organizado, contrabando de produtos químicos e sonegação fiscal em uma rede de postos e distribuidoras de combustíveis.

 

A Receita Federal e a Polícia Federal realizam em Curitiba e Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), buscas autorizadas pela Justiça. Há mandados sendo cumpridos nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva.

 

No Paraná, as investigações tiveram início em 2023. Um homem já condenado por tráfico internacional e sua esposa começaram a ostentar bens de luxo em um condomínio de alto padrão de Pinhais. Como não havia a existência de receitas correspondentes ao padrão, os policiais iniciaram o acompanhamento da situação.

 

As investigações demonstraram que o casal teria se associado a outros membros em uma empresa de produtos químicos e em uma distribuidora de petróleo. Essa teria a sede administrativa em Pinhais e sede operacional em Paulínia, interior de São Paulo.

 

O grupo, então, utilizou-se de empresas como postos de combustíveis, distribuidoras e instituições de pagamento para lavagem de dinheiro (através de “contas-bolsão”), adulteração de combustíveis e fraudes em quantidades vendidas (“bomba-baixa”). O grupo contava com 46 postos de combustíveis na região de Curitiba.

 

No total, o grupo criminoso ocultou e dissimulou a origem ilícita de quase R$ 600 milhões em depósitos em espécie, fracionados e não identificados, boa parte disfarçada de adiantamentos de clientes. Além destes depósitos não identificados, há ao menos 121 empresas que efetuaram depósitos nas contas da distribuidora.

 

Foram apurados depósitos em torno de R$ 1,4 bilhões nas contas da distribuidora sem justificativa conhecida e sem documentação que desse lastro às transações. Estima-se que a movimentação total feita por empresas utilizadas pelo grupo supera R$ 20 bilhões.

 

Estima-se que o grupo criminoso seja responsável por dívidas tributárias junto à Receita Federal já inscritas em dívida ativa que totalizam mais de R$1,6 bilhões, incluindo autuações por sonegação fiscal e por fraude em importações.

 

A operação realizada no Paraná integra uma força-tarefa nacional com cerca de 1.400 agentes que cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados. A meta é desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

A megaoperação Carbono Oculto é a junção de três operações em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo autoridades da Fazenda de SP.

 

 

Todo o processo de produção e distribuição de combustíveis no país era contaminado por irregularidades. O esquema lesou consumidores que abasteciam seus veículos no Brasil com produto adulterado e toda a cadeia econômica ligada aos combustíveis.

 

O PCC agia na importação irregular de produtos químicos para adulterar os combustíveis. Os investigadores identificaram mais de 300 postos de combustíveis que atuam nessas fraudes. O setor estima um impacto em cerca de 30% dos postos em todo o estado de São Paulo, em torno de 2.500 estabelecimentos.

 

A Receita Federal também identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. Segundo o órgão, as operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, através de membros infiltrados na Avenida Faria Lima.

 
 
 

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